11/06/2020 às 11h05min - Atualizada em 11/06/2020 às 11h05min

Previsões Pós-Pandemia

Bom, de um ponto de vista sobre aproveitamento de oportunidades de negócio, pois o objetivo estratégico deixará de ser a sobrevivência da empresa, posso indicar que haverá menor quantidade de concorrentes no setor, maior oportunidade para investimento em máquinas e outros imobilizados da cadeia produtiva e/ou logística (material usado, oriundo de empresas insolventes), maior fatia de market-share disponível para aquisição, menor pulverização de mercado no fator Pequenos X Grandes Concorrentes, dentre outras situações.
 
Isto se dará por, infelizmente, eliminação de parte das empresas, e aqui não há diferenciação entre micro e pequenas ou grandes players, pois vemos em alguns mercados os grandes players entrando em Recuperação Judicial também.
 
Muitas não estavam preparadas para um cenário de pandemia como foi visto, e o cenário nacional como um todo vinha se recuperando de uma grave crise ocorrida entre 2015 e 2017, além do que o Brasil é composto em quase 70% por micro e pequenas empresas, com faturamento anual girando entre R$ 360 mil à R$ 4,8 milhões de reais, muito mais para o número menor do que para o maior, sem muita sobra de caixa para reservas de emergência.
 
Para aquelas que conseguirem manter a saúde financeira, capacidade operacional e market-share em dia, o pós-pandemia tende a ser, de maneira lenta por conta do menor poder aquisitivo do consumidor, com possibilidade de crescimento.
 
Já relacionando empresas e empregos, não vejo condições de uma retomada da atividade econômica em um curto prazo que recupere o emprego, com as empresas voltando a contratar de maneira expansiva. Pelo contrário, provavelmente elas vão manter as suas forças de trabalho e eventualmente, em um primeiro momento, o uso de horas-extras para atender a demanda projetada, pela aversão ao risco de um custo excessivo e cautela quanto ao cenário. 
 
Sobre vendas e faturamento, o grande desafio para as empresas pós-pandemia é saber como vender para um consumidor que estará cada vez mais cauteloso e com o bolso mais raso. Para isto, as marcas devem cada vez mais se conectar com seus consumidores, criando conexões que se estendam para além da oferta do produto e/ou serviço.
 
Por último, as fusões entre empresas, parcerias e demais iniciativas de união de forças serão mais vistas e muito bem vindas. Num momento de enfraquecimento generalizado, a soma de esforços poderá ser uma excelente alternativa para a continuidade.
 
O compartilhamento de melhores práticas e experiências por parte dos gestores também será fundamental, haja visto que um benchmarking é sempre positivo para ambos os participantes. Entidades como Associações Comerciais podem ser propulsores deste tipo de iniciativa. Até a próxima!
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