12/12/2020 às 19h44min - Atualizada em 12/12/2020 às 19h21min

NECESSIDADES DA SEGURANÇA PÚBLICA E A INEFICIÊNCIA DA SUA GESTÃO

Os sucessivos episódios negativos do atual Comando-Geral da PMSC e a sua dissonância com a importância da função, refletidos em insegurança à tropa e sociedade

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Os últimos acontecimentos em Santa Catarina revelam que o ritmo acelerado da pandemia de COVID-19 não é o único problema enfrentado pelos catarinenses. Com a atuação organizada e articulada dos criminosos que sitiaram Criciúma por aproximadamente três horas, as fraquezas das instituições de segurança pública estaduais foram expostas.

Há de se ressaltar um ponto fundamental: a falha não é dos policiais e demais servidores. Estes fazem um trabalho esplêndido, mesmo com todas as limitações estruturais e legais. O ponto fraco das instituições é, geralmente, as gestões que são responsáveis por suas atividades. 

Enquanto a população do Estado aumenta de forma regular, os poucos investimentos em segurança pública não suprem o mínimo que as instituições necessitam. A constatação desse ponto é simples: todas as carreiras da segurança estão com efetivos defasados em, no melhor dos casos, 35%.

Mas não é só isso. Enquanto os catarinenses se apavoram com a repetição de eventos violentos cada vez mais frequentes - em 2019 ocorreram três incidentes semelhantes -, o Comandante-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, Coronel Dionei Tonet, sequer acompanha os eventos in loco. Em seu lugar, envia o seu substituto imediato. Após alguns dias, para a coletiva de imprensa governamental, finalmente aparece, apontando a compra de 4.000 coletes balísticos como investimento, esquecendo que se tratam de heranças da gestão anterior.

O atual Comandante-Geral da Polícia Militar coleciona desatinos em sua conturbada gestão. Recentemente foi cobrado publicamente por parlamentares por transferir subitamente um soldado que participou de uma reunião com a então Governadora Interina Daniela Reinehr.

Também ficou conhecido como sendo o primeiro Comandante-Geral a lutar contra a inclusão de oficiais e praças, excedentes dos concursos públicos da instituição, enquanto o efetivo policial agoniza um mínimo histórico.

Agora, por fim, recebeu uma condecoração avalizada -pasmem- por si mesmo. Justifica que a indicação da honraria foi de seu colega Coronel, sendo apenas uma burocracia a sua assinatura no diploma. Determinou a mudança imediata do procedimento, esquecendo-se que o assunto é regulado por lei e que não há competência legislativa em seu cargo.

A pergunta que fica é quais atitudes ainda serão necessárias para demonstrar que a sua gestão não está entregando o esperado. Existem Coronéis mais qualificados e com mais traquejo para o exercício dessa importantíssima função. Cabe ao Governador Carlos Moisés tomar as rédeas da situação.
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