13/07/2022 às 22h49min - Atualizada em 13/07/2022 às 22h47min

A História do Pote

Aline Camargo

Aline Camargo

Especialista em Desenvolvimento Humano ​Te ajudo a destravar seus medos para lhe permitir realizar seus maiores sonhos!

Aline Camargo
Conheci um dia alguém, muito rapidamente tivemos uma conexão de essência. Ela é alguém que nasceu, para ensinar os outros a pensar. Eu trabalhava na época como esteticista e massoterapeuta, e fiz nuitas amizades. Essa pessoa me visitou, conversamos sobre muitos assuntos, aprendi muito com ela ( como diria um amigo do nordeste: -- Ela tem tesão de papo ,(risos).Uma analogia para indicar essas pessoas interessantes que não deixa a conversa morrer, e que é apaixonante conversar , ouvir a sabedoria dela. Numa das falas, ja era hora do almoço e ela atentou ao fato de que eu não iria almoçar, pois tinha várias outras pessoas para atender naquele dia, foi o suficiente para que ela me fizesse uma surpresa junto com uma gentileza, mas não era uma gentileza comum, eu explico por quê. No nosso próximo encontro, ela me trouxe bolachas feitas por ela mesma, uma receita simples mais muito fácil de fazer é extremamente saborosa. Eu perguntei como se faz, ela me instruiu, e um detalhe foi fundamental para a construção desse texto de hoje ( o tempo). Ela precisava ir fazendo várias vezes e várias vezes por causa da quantidade que ela gostaria de me entregar. O pote era muito grande e fundo, mas não era um pote comum. Deixe me explicar a mágica do pote e o início de uma grande amizade para a vida inteira. Ela confeccionou um pote artesanalmente e levou dias para concluir o processo de pintar, lixar, colar esperar secar, sair o cheiro de tinta e ter a cor que combinasse com o meu ambiente, e por fim, fazer as bolachas dentro de um tempo, que tinha que ser o mais próximo possível do dia do seu retorno até mim. Para quem não sabe qual é a rotina exaustiva de trabalho dessa profissional e mãe que ela é, ok. Mas eu conhecia de perto os desafios dela em relação ao tempo e disponibilidade, portanto o pote, contou para mim a história que a essa geração líquida ja não sabe o que significa (diferença de valor e de custo). Monetariamente o custo certamente não foi tão expressiva, mas o tempo hoje artigo de luxo, caríssimo, e poucos dispõe dele. O empresário que manda a secretária comprar flores para a esposa do seu aniversário de casamento que o diga, ou o netinho formado em quatro universidades respeitadas, que nunca pôde tomar um simples café com sua avó de 89 anos (porque está muito ocupado que o diga). O pote, me ensinou sobre olhar atento, sobre dedicar tempo de qualidade, sobre entender a diferença entre valor e custo, sobre amar, sobre valorizar. Essa amiga ( Solange Garla)em um simples gesto de me entregar bolachas, mudou uma configuração do meu cérebro, e hoje eu compartilho. Em tempos de geração líquida, dizer bom dia, eu te vejo, eu te compreendo, eu te escuto e eu me dedico é tão caro é tão raro, que quando visto, precisa ser comentado e aclamado.
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