{"id":1122,"date":"2019-08-29T09:35:30","date_gmt":"2019-08-29T12:35:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadenoar.com\/noticia\/1657\/oito-em-cada-dez-brasileiros-estao-dispostos-a-adotar-mais-praticas-de-consumo-colaborativo"},"modified":"2025-07-26T19:36:06","modified_gmt":"2025-07-26T22:36:06","slug":"oito-em-cada-dez-brasileiros-estao-dispostos-a-adotar-mais-praticas-de-consumo-colaborativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/geral\/oito-em-cada-dez-brasileiros-estao-dispostos-a-adotar-mais-praticas-de-consumo-colaborativo\/","title":{"rendered":"Oito em cada dez brasileiros est\u00e3o dispostos a adotar mais pr\u00e1ticas de consumo colaborativo"},"content":{"rendered":"<div class=\"boxhtml_full\"> <a href=\"1657\/29082019094114_sites-cons.jpg\" title data-gallery> <img \/image?src=1657\/29082019094114_sites-cons.jpg&amp;w=1200&amp;h=630&amp;output=webp\" align=\"left\" class=\"img-responsive\"> <\/a><\/div>\n<p>O consumo por meio de trocas e compartilhamento vem ganhando espa\u00e7o no cotidiano dos brasileiros. Enquanto alguns j\u00e1 adotam essas pr\u00e1ticas, muitos se veem como futuros adeptos. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) mostra que, em um ano, aumentou de 68% para 81% o n\u00famero de brasileiros que est\u00e3o dispostos a adotar mais pr\u00e1ticas de consumo colaborativo no seu dia a dia nos pr\u00f3ximos dois anos, percentual que se mant\u00e9m pr\u00f3ximo em todas as faixas et\u00e1rias e classes sociais.<\/p>\n<p>No geral, 74% das pessoas ouvidas j\u00e1 utilizaram ao menos uma vez, ainda que sem frequ\u00eancia definida, alguma modalidade de consumo colaborativo. Para muitos, o consumo compartilhado \u00e9 um caminho sem volta: 88% dos entrevistados acreditam que essas pr\u00e1ticas v\u00eam ganhando espa\u00e7o na vida das pessoas. E essa mudan\u00e7a de paradigma \u00e9 impulsionada, principalmente, pelas novas tecnologias. Para 85%, a internet e as redes sociais contribuem para o desenvolvimento de confian\u00e7a entre os envolvidos nesse tipo de pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do educador financeiro do SPC Brasil, Jos\u00e9 Vignoli, a sociedade est\u00e1, gradativamente, se reinventado em dire\u00e7\u00e3o a um modelo mais sustent\u00e1vel. \u201cA economia compartilhada une dois prop\u00f3sitos, que \u00e9 fazer o or\u00e7amento render e contribuir para um mundo melhor, a partir do uso racional de bens e servi\u00e7os. A internet ampliou exponencialmente esse movimento, colocando essas pessoas em contato por meio de sites e aplicativos. Ao mesmo tempo em que parece inovador, consumir de forma compartilhada \u00e9 uma volta \u00e0s origens. Bem antes da inven\u00e7\u00e3o do dinheiro, era pelo escambo que as pessoas obtinham diversos itens\u201d, explica o educador financeiro do SPC Brasil, Jos\u00e9 Vignoli.<\/p>\n<p>Caronas, aluguel de resid\u00eancias e compartilhamento de roupas s\u00e3o modalidades mais usadas; internet e redes sociais contribuem para ado\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, as modalidades de consumo colaborativo com maior potencial de utiliza\u00e7\u00e3o, ou seja, aquelas que os brasileiros mais reconhecem que poderiam experimentar no futuro, s\u00e3o o coworking, que consistente no compartilhamento do espa\u00e7o f\u00edsico de trabalho (61%), o aluguel ou troca de brinquedos (59%) e a hospedagem de animais de estima\u00e7\u00e3o na casa de terceiros (59%).<\/p>\n<p>Entre os que j\u00e1 s\u00e3o adeptos de alguma pr\u00e1tica, as mais comuns s\u00e3o as caronas para ir ao trabalho, faculdade, passeios ou viagem (42%), o aluguel de resid\u00eancias para curtas temporadas (38%), al\u00e9m do compartilhamento e da loca\u00e7\u00e3o de roupas (33%).<\/p>\n<p>No geral, 91% dos usu\u00e1rios se dizem satisfeitos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas de compartilhamento que j\u00e1 utilizaram. Al\u00e9m disso, a maioria (70%) dos entrevistados j\u00e1 refletiu sobre o tamanho da economia que a pr\u00e1tica rende, sendo que 40% consideram grande os recursos poupados.<\/p>\n<p>A internet (55%) e as redes sociais (48%) foram os meios que mais contribu\u00edram para que os interessados conhecessem melhor as pr\u00e1ticas de consumo colaborativo. H\u00e1 ainda um n\u00famero relevante de 37% de pessoas que contaram com a recomenda\u00e7\u00e3o de amigos e conhecidos. \u201cA economia colaborativa fortalece o senso de comunidade, contribuindo para um estilo de vida mais sustent\u00e1vel. Trata-se de uma rela\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio m\u00fatuo, em que ambas as partes envolvidas na negocia\u00e7\u00e3o obt\u00eam algum tipo de retorno, seja o lucro financeiro, a economia de recursos ou a satisfa\u00e7\u00e3o de uma necessidade\u201d, analisa o educador financeiro Vignoli.<\/p>\n<p>Economia \u00e9 o que mais atrai adeptos do consumo colaborativo, mas 44% querem contribuir com a sociedade e meio ambiente<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 98% dos brasileiros, sejam eles adeptos ou n\u00e3o, enxergam alguma vantagem na pr\u00e1tica do consumo colaborativo, sendo que as principais s\u00e3o a oportunidade economizar dinheiro (45%), evitar o desperd\u00edcio (44%) e diminuir o consumo excessivo (43%). Outros aspectos positivos s\u00e3o poupar energia e recursos naturais (34%) e poder ajudar outras pessoas (33%).<\/p>\n<p>Quando a pesquisa se det\u00e9m \u00e0s pessoas que j\u00e1 experimentaram alguma pr\u00e1tica de consumo compartilhado, a chance de economizar dinheiro (57%) foi o que mais pesou na decis\u00e3o pessoal delas. Outros 44% recorreram a economia colaborativa para contribuir com a sociedade e o meio ambiente, enquanto 33% queriam ajudar as demais pessoas e 29% economizar tempo.<\/p>\n<p>45% reclamam da falta de confian\u00e7a e 42% entre os que n\u00e3o dariam caronas t\u00eam receio de lidar com estranhos<\/p>\n<p>O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras. Na avalia\u00e7\u00e3o dos entrevistados, as principais s\u00e3o a falta de confian\u00e7a entre as pessoas e o medo de serem passados para tr\u00e1s (45%), a falta de informa\u00e7\u00e3o (43%), o perigo de lidar diretamente com pessoas estranhas (38%) e a aus\u00eancia de garantias em caso de n\u00e3o cumprimento do acordo (33%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nem sempre \u00e9 uma tarefa simples compartilhar roupas e outros itens de uso pessoal, assim como a moradia ou o espa\u00e7o de trabalho com estranhos. S\u00e3o casos que exigem uma boa dose de desprendimento. No caso do consumo compartilhado, os maiores \u00edndices de rejei\u00e7\u00e3o, ou seja, aqueles itens que os entrevistados possuem, mas jamais dividiriam com outros, est\u00e3o o compartilhamento de moradia, tamb\u00e9m conhecido como cohousing (41%), o aluguel de roupas (33%) e de resid\u00eancias para temporadas (32%).<\/p>\n<p>Entre essa parcela que rejeita a possibilidade de compartilhar algum item pessoal, a pesquisa revela que o medo de lidar com estranhos \u00e9 a principal barreira para dar caronas (42%), assim como para compartilhar o local de moradia (38%). O fato de n\u00e3o gostarem da sensa\u00e7\u00e3o de dividir o pr\u00f3prio espa\u00e7o com terceiros \u00e9 tamb\u00e9m o que impede o compartilhamento de moradias (26%). J\u00e1 o receio de que o bem emprestado seja danificado \u00e9 fonte de preocupa\u00e7\u00e3o no caso do aluguel de ve\u00edculos (44%), bicicletas ou patinetes (40%). A incerteza de que as pessoas n\u00e3o devolvam o item emprestado \u00e9 o que mais afasta as pessoas do aluguel ou compartilhamento de brinquedos (29%), por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cO medo do desconhecido continua sendo um problema a ser superado na economia compartilhada, mas assim como a tecnologia proporciona a aproxima\u00e7\u00e3o de pessoas, ela tamb\u00e9m vem se aprimorando no quesito seguran\u00e7a. Hoje, muitos sites e aplicativos deste mercado j\u00e1 contam com filtro de reputa\u00e7\u00e3o, que avalia tanto quem presta o servi\u00e7o quanto o cliente, seguindo uma s\u00e9rie de atributos como pontualidade na devolu\u00e7\u00e3o, cuidado na utiliza\u00e7\u00e3o, estado de conserva\u00e7\u00e3o e pagamento. Trata-se de uma intera\u00e7\u00e3o que exige uma confian\u00e7a m\u00fatua\u201d, avalia o educador financeiro.<\/p>\n<p>62% compraram algum produto usado nos \u00faltimos 12 meses; livros, m\u00f3veis e autom\u00f3veis lideram ranking<\/p>\n<p>Outro aspecto investigado pela pesquisa \u00e9 o mercado de compra e venda de usados, que \u00e9 uma alternativa para gastar menos ou ganhar uma renda extra. De acordo com o levantamento, em cada dez consumidores, seis (62%) compraram algum produto usado nos \u00faltimos 12 meses. Dentre esses clientes, a maioria (96%) ficou satisfeita com a compra.<\/p>\n<p>A tecnologia tamb\u00e9m vem facilitando as formas de contato entre compradores e vendedores de produtos de segunda-m\u00e3o, permitindo negocia\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e seguras. A internet \u00e9 o meio que mais impulsiona esse tipo de compra, principalmente por meio dos aplicativos ou sites especializados (69%) e redes sociais (54%). Outros 46% chegaram a esse mercado por meio de amigos ou conhecidos.<\/p>\n<p>Em alguns casos, \u00e9 t\u00e3o mais vantajoso adquirir um produto usado, que essa \u00e9 a primeira op\u00e7\u00e3o do consumidor. De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados costumam verificar a possibilidade de adquirir um item usado em bom estado antes de comprar um novo. Os que n\u00e3o t\u00eam esse h\u00e1bito somam 21% da amostra. Os itens que ganham destaque s\u00e3o os livros (51%), m\u00f3veis (50%), autom\u00f3veis (49%), celulares (49%), eletr\u00f4nicos (46%) e eletrodom\u00e9sticos (46%). \u201cEm um per\u00edodo em que muitos enfrentam dificuldades financeiras, essa pode ser uma sa\u00edda para quem deseja fazer compras a pre\u00e7os acess\u00edveis ou vender objetos que apenas ocupam espa\u00e7o em casa\u201d, analisa Vignoli.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/portal.cidadenoar.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2024\/12\/oito-em-cada-dez-brasileiros-estao-dispostos-a-adotar-mais-praticas-de-consumo-colaborativo.jpg\" alt=\"\" title=\"\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[44],"class_list":["post-1122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-teresina-pi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1122\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cidadenoar.com\/global\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}