12/01/2021 às 16h09min - Atualizada em 12/01/2021 às 17h20min

Mais de 60% dos pequenos empresários pretendem investir em 2021

Mesmo frente às dificuldades impostas pela pandemia, a maioria dos empresários pretende continuar a investir em seus negócios este ano.

DINO
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Empresários

Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que 63% dos proprietários de micro e pequenas empresas pretendem investir em seus negócios em 2021. As pesquisas foram realizadas entre 20 e 24 de novembro, no dia 6.138 empresários de todos os estados federais e do Distrito Federal.

De acordo com a pesquisa, os empresários pretendem investir recursos, principalmente, em divulgação, modernização de produtos e processos, ampliação da gama de produtos, serviços, serviços e capacidade produtiva.

Apesar de a maioria dos micro e pequenos empresários pretenderem investir recursos na empresa em 2021, 27% disseram que não podem fazer investimentos em 2021 e 10% disseram que pretendem investir para poupar dinheiro numa crise.

"A pandemia trouxe o censo da necessidade da precaução para a rotina dos empresários, uma postura que passa a fazer parte do dia a dia dessas empresas. Acreditamos que esta foi uma lição que veio para ficar", destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

O levantamento do Sebrae também revelou que em novembro houve uma pausa no ritmo de recuperação da receita das micro e pequenas empresas. Pela primeira vez, após seis meses de queda na receita, esse processo acelerou ainda mais a média (de uma queda de 36% em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2019, para uma queda de 39% em novembro).

Segundo o levantamento, houve ainda um crescimento da proporção de empresários que disseram estar com muitas dificuldades para manter o negócio em operação (de 43%, em setembro, para 47%, em novembro).

A pesquisa do Sebrae confirmou também o comportamento dos empresários em implementar inovações em seus negócios como forma de superar os problemas gerados pela pandemia de Covid-19. Segundo o levantamento, entre setembro e novembro, cresceu de 39% para 43% a proporção de empresas que passaram a oferecer novos produtos ou serviços em razão da pandemia.

O estudo apontou também o aumento, nesse período, de 67% para 70%, de empresas que vendem utilizando a internet. De acordo com os entrevistados, o WhatsApp é a plataforma mais utilizada (84%), seguida pelo Instagram (54%) e Facebook (51%). O uso de sites de e-commerce próprios cresceu de 18% para 23%, entre junho e novembro.



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