12/01/2021 às 18h01min - Atualizada em 13/01/2021 às 00h00min

O que muda no mercado de novos negócios internacionais após a pandemia?

Muitas incertezas e uma boa dose de inovação fazem parte deste cenário.

DINO

A amplitude da pandemia pegou todos de surpresa e as incertezas trazidas, segundo a administradora de empresas e mestre em Negócios Globais, Lilian Escobar Maes, afetaram não só o convívio social, mas também mercados de todos os tamanhos e economias inteiras. “É improvável que o mundo retorne ao que era depois da Covid-19 e muitas tendências, já em andamento no cenário global, estão sendo aceleradas por este impacto. Isto é especialmente verdadeiro na economia digital, com a ampliação quase obrigatória do trabalho remoto, ensino à distância, compras on-line, serviços de entrega e até telemedicina.”

Lilian afirma que a ampliação destas tendências forçou as empresas a inovar e reavaliar a forma como operam e, se o cenário já parece assustador para negócios dentro do mercado nacional, internacionalizar no momento atual pode parecer impossível. “Porém, toda crise gera oportunidades e o entendimento desta máxima resulta em novas maneiras de olhar para o empreendedorismo e o desenvolvimento de novos negócios. A situação econômica atual do país pode, inclusive, ser um incentivo para ampliar horizontes e considerar o mercado internacional.”

Para a administradora está certo que, em um momento como este, os governos tendem a assumir maior controle das economias e fechar portas, porém, muitos produtos e serviços seguem sendo fundamentais e, muitas vezes, até disputados no mercado externo. “Um exemplo claro são os dispositivos médicos e equipamentos de proteção, mas também é o caso do agronegócio, do desenvolvimento de softwares e do crescimento dos serviços de Marketing Digital, para acompanhar a transformação virtual das empresas e dos negócios em geral. Além disso, a desvalorização da moeda nacional permite maior competitividade dos produtos brasileiros no exterior.” 

No mês de setembro de 2020, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o volume de exportações foi 63% maior do que o das importações, sendo registrado um total de US$ 12,396 bilhões exportados para US$ 7,602 bilhões importados. “Outra vantagem de internacionalizar neste momento é a possibilidade de reduzir riscos comerciais, já que cada país tem lidado com os protocolos de maneira diferente, além de terem ciclos de isolamento e recuperação absolutamente diversos. Desta forma, as empresas podem se adaptar e equacionar as operações, minimizando os impactos.”

Após várias crises econômicas no Brasil, Lilian diz que ter operações internacionais pode ajudar a proteger as organizações contra um colapso geral. “A Covid-19 está sendo definitivamente devastadora para a sociedade e, por consequência, para os negócios. Porém, mais do que uma crise, está tornando-se um marco na forma como as relações comerciais se desenvolverão daqui para a frente.”

A administradora afirma que o avanço da tecnologia, a flexibilização dos locais de trabalho e a descentralização dos consumidores sinalizam para novos modelos de negócios. “Neste cenário, o mercado internacional mostra-se como uma opção atraente para a diversificação de receitas”, finaliza.


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