05/02/2021 às 15h25min - Atualizada em 06/02/2021 às 00h10min

Os 4 erros mais comuns cometidos por novos investidores e acionistas

O especialista Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro para o Kinvo, aplicativo que consolida investimentos de bancos e corretoras em um só lugar, listou os erros mais comuns cometidos por novos investidores

SALA DA NOTÍCIA Analina Arouche
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Com expectativa de reaquecer a economia diante da pandemia causada pela Covid-19, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, realizou cinco cortes consecutivos na taxa básica de juros - Selic em 2020: de 4,5% para 4,25% em fevereiro, chegando a 2% em agosto, mantido até o final do ano.

A medida provocou algumas mudanças na economia do país, entre elas a migração de pessoas físicas para o mercado de capitais em busca de maior rentabilidade, visto que muitos dos investimentos de renda fixa, como a tradicional Poupança, acompanham de perto a Selic. O que resultou em mais de 3,2 milhões de CPFs na Bolsa de Valores (B3), movimentando R$ 424 bilhões em ações.

No entanto, é preciso tomar alguns cuidados ao ingressar nesse mercado. O especialista Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro para o Kinvo, aplicativo que consolida investimentos de bancos e corretoras em um só lugar, listou os erros mais comuns cometidos por novos investidores, confira:

1. Comportamento impulsivo
Este é um dos maiores riscos para quem está no mercado de renda variável, principalmente para quem faz seus investimentos diretamente na bolsa, e não por meio de fundos. O comportamento impulsivo é que faz o investidor comprar caro, vender barato, ou estar sempre na contramão do mercado. Se você é este tipo de investidor, sugiro parar o mais rápido possível, pois esta é uma das principais atitudes que levam as pessoas a tragédias financeiras no mercado.

2. Falta de conhecimento do mercado
A internet revolucionou a maneira como as pessoas podem aprender. Existe hoje uma infinidade de conteúdos, de extrema qualidade, disponíveis de forma gratuita ou paga. Só é preciso tomar cuidado ao decidir comprar algum conteúdo sobre mercado e investimentos. Como eu disse, tem muita coisa boa, mas também tem muito material de péssima qualidade. Minha dica é buscar referências para aquisição de algum tipo de conhecimento, até mesmo na própria ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O mesmo vale para quem deseja seguir algum influenciador digital. Tem muita gente boa, mas também tem gente que não vale a pena perder tempo acompanhando.

3. Poupar não significa deixar o dinheiro na poupança
Muitos iniciantes que desejam começar a guardar dinheiro para investir optam por deixar o dinheiro na poupança. Afinal, poupar e poupança tem tudo a ver, certo? De maneira alguma. A poupança é um investimento que hoje não consegue nem corrigir a inflação. Portanto, se você está começando e quer fazer isso de maneira cautelosa, o Tesouro Direto e outras opções de renda fixa apresentam soluções muito mais vantajosas.

4. Não ter planejamento financeiro, ou ter e não segui-lo
Não ter planejamento ou ter e fazer de conta que ele não existe dá na mesma. A falta de planejamento é o que geralmente leva as pessoas a assumirem dívidas que podem se tornar impagáveis no longo prazo. Portanto, quem deseja ter uma vida financeiramente tranquila no futuro deve começar a planejar desde já. O que não falta hoje em dia são aplicativos para ajudar a organizar as finanças, seja no nível mais básico para quem precisa colocar as coisas em ordem, seja num nível mais avançado, como acompanhar e comparar todos os seus investimentos - caso do Kinvo, onde o usuário pode importar e cadastrar devidamente seus produtos e aplicações financeiras, criando uma carteira de investimentos para melhor visualização da sua ‘corrida’ pela rentabilidade.
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