15/02/2021 às 11h38min - Atualizada em 15/02/2021 às 12h20min

O potencial natural brasileiro para geração de energia solar

A energia solar é uma riqueza abundante no Brasil e mesmo em período de desafios com a pandemia inúmeros clientes residenciais, comerciais e rurais estão optando por esse tipo de energia limpa devido aos grandes benefícios à médio e longo prazo.

DINO
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O sol faz muito mais pelo planeta do que apenas fornecer luz durante o dia. Cada partícula de luz solar (chamada de fóton) que chega à Terra contém a energia que abastece o planeta. A energia solar é a fonte final responsável por todos os sistemas climáticos e fontes de energia na Terra, e radiação solar suficiente atinge a superfície do planeta a cada hora para, teoricamente, preencher as necessidades globais de energia por quase um ano inteiro.

De onde vem toda essa energia? O sol, como qualquer estrela da galáxia, é como um reator nuclear massivo. Bem no centro do Sol, as reações de fusão nuclear produzem grandes quantidades de energia que se irradia da superfície do Sol para o espaço na forma de luz e calor. A energia solar pode ser aproveitada e convertida em energia utilizável usando fotovoltaicos ou coletores solares térmicos. Embora a energia solar responda por apenas uma pequena quantidade do uso global de energia, a queda do custo de instalação de painéis solares significa que mais e mais pessoas em mais lugares podem tirar proveito da energia solar. A energia solar é um recurso de energia limpa e renovável e desempenha um papel importante no futuro da energia global. O Brasil, por ser um país tropical onde há farta incidência da luz do sol o ano inteiro na maior parte do país, possui naturalmente um enorme potencial para a geração desse tipo de energia.

A energia solar é uma das fontes de energia mais baratas e de crescimento mais rápido do mundo e continuará a se espalhar rapidamente nos próximos anos. Com a tecnologia de painel solar melhorando a cada ano, os benefícios econômicos da energia solar aumentam, aumentando as vantagens ambientais de escolher uma fonte de energia limpa e renovável.

“A energia solar continuou a se expandir no Brasil durante a pandemia da COVID-19 e deve contribuir para a recuperação econômica após a crise da saúde”. A avaliação é de Bárbara Rubim, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ASSOLAR), responsável pela geração distribuída.

Segundo dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), reguladora de energia no Brasil, o potencial total era de 5.918 MW em 2 de julho de 2020, antes 4.533 MW no final de 2019. É uma quantidade pequena em um país com capacidade total de geração de 172.709 MW.

No Brasil, 60,4% da energia é hidrelétrica, 8,7% vêm do vento, 8,4% da biomassa, 8,3% do gás natural, 5,1% dos derivados do petróleo e 2,0% do carvão. Mas a energia solar é a fonte de energia que mais cresce, em linha com a tendência mundial, ainda de acordo com a ANEEL.

O Brasil começou tarde quando se tratou de aproveitar o enorme potencial solar em seu vasto território. O impulso inicial veio em 2012, quando o país adotou regras que incentivam a geração distribuída de eletricidade, também conhecida como geração descentralizada por se basear em muitas pequenas fontes. Isso coincidiu com a queda acentuada no custo de instalação de painéis solares, que teve um papel decisivo no boom dos últimos anos. O país ainda está muito atrás dos países que mais se destacam no desenvolvimento dessa fonte de energia, liderada pela China, que adicionou 30 mil MW no ano passado, chegando ao final de 2019 com 205,7 mil MW de energia solar, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

“Gerar sua própria eletricidade é um bom negócio: a economia na conta de luz cobre o investimento inicial em apenas alguns anos”, disse Daniel Santa Brígida, presidente da Ative Energia, empresa que instala usinas solares em dezenas de cidades do Nordeste do Brasil. O faturamento de sua empresa caiu 25% após o início da pandemia, em abril e maio, mas subiu em junho, disse ele.

Em nível nacional, Juliano Fernandes dos Santos Silva, renomado especialista em inovações da engenharia elétrica, disse que a maior expansão da energia solar se deu no setor comercial, empenhado na redução dos custos com energia, bem como entre os consumidores residenciais. Segundo ele, os residentes rurais e empresas também investiram fortemente nesta fonte de energia, aumentando sua capacidade de geração em 120 % no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

“Isso porque a energia rural ficou mais cara devido à redução gradativa de um desconto que desfrutavam na tarifa de energia elétrica. Além disso, os produtores rurais tendem a buscar ‘sinergias’ para fazer um uso mais eficiente da terra", afirmou Juliano.

Segundo sua análise, a pandemia vai favorecer as fontes renováveis, principalmente a solar, por reduzir custos, inclusive com manutenção, e por elevar o preço da eletricidade fornecida pelas distribuidoras. Os consumidores terão que pagar pelo menos parte da chamada “conta COVID”, um empréstimo bancário feito pelo governo para ajudar a indústria de energia a superar as perdas sofridas em face da queda na demanda de energia devido à pandemia.

“O empréstimo visa a distribuir em cinco anos o aumento das tarifas de energia que, de outra forma, afetariam os consumidores de uma só vez. No entanto, haverá um custo adicional que tornará a energia solar mais atrativa”, espera Juliano Fernandes.

Além disso, as taxas de juros caíram durante a crise, tornando mais barato conceder o crédito necessário para investimentos em usinas solares, que também são favorecidas por uma maior sensibilidade aos problemas ambientais e climáticos. Segundo a ABSOLAR, a geração distribuída, instalada por consumidores próprios, é a que mais cresceu no Brasil nos últimos anos. No final de junho, a produção atingiu 2.987 MW, três vezes maior do que no ano anterior, e superou em 0,02 % a produção de grandes usinas comerciais. Em 2017, a geração distribuída era equivalente a apenas 17% da geração centralizada. Mas a expansão da geração descentralizada tem sido muito desigual em todo o país.

“O Brasil tem sol em abundância o ano inteiro. Já é hora de usar essa enorme fonte de energia a nosso favor”, conclui Juliano.



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