04/03/2021 às 15h23min - Atualizada em 04/03/2021 às 16h50min

Eu Faço Cultura e pequenas editoras democratizam o consumo de livros no país

Editores aproveitam para divulgar seus livros em cidades sem livrarias e melhorar as vendas em tempos de pandemia

SALA DA NOTÍCIA NQM
Divulgação
A lenda africana de Kiriku e a juventude dos deuses do Olimpo em forma de ficção. Histórias narradas por autores estrangeiros e brasileiros são disponibilizadas gratuitamente pela plataforma “Eu Faço Cultura” desde outubro passado em parceria com pequenas editoras.

O objetivo da ação é estimular o hábito da leitura nas crianças, adolescentes e famílias e fazer chegar os livros em todo o País. A experiência de receber a obra resgatada em casa é especial, com embalagem caprichada da editora, papel personalizado e marcador de página. 

Dirigidos pelos próprios autores dos livros ou pessoas apaixonadas pelo ramo editorial, os empreendimentos apostaram no novo modelo de negócio, inscrevendo as obras na plataforma e cuidando da remessa dos livros resgatados na grade do Eu Faço Cultura. Surpreenderam-se com a oportunidade de divulgar autores em cidades sem livrarias e melhorar as vendas em tempos de pandemia.

Os resultados da parceria são expressivos:  mais de 740 títulos em exposição na vitrine, 28.261 livros distribuídos, 4.000 beneficiários e 720 cidades alcançadas. O público-alvo são escolas públicas, beneficiários de programas sociais do governo federal, população de baixa renda, jovens de 15 a 29 anos portadores da Identidade Jovem, idosos, portadores de necessidades especiais e seus acompanhantes e microempreendedores individuais e representantes de organizações não-governamentais.

Com olhar para o público infantil, a Editora Bamboozinho (SP) compara a parceria com a plataforma global Amazon, destacando que o Eu Faço Cultura é uma plataforma de inclusão cultural e simples de usar, além de uma janela de lançamentos e visibilidade de autores e das próprias editoras, que determinam os preços das obras.

A editora é um dos 59 produtores culturais inscritos na plataforma. “O Eu Faço Cultura é uma livraria virtual diferenciada por sua política de valorização da leitura e, ao mesmo tempo, de fácil acesso às editoras independentes, o que não acontece quando trabalhamos com as grandes redes”, diz a sua proprietária da editora, Aloma Carvalho.

Parceria do casal Regis Rosa e Regina Gonçalves, a editora carioca Pequeno Viajante é forte na divulgação da cultura africana. Famoso no cinema, o filme “Kiriku e a feiticeira” seguiu no mercado de livros e a coleção está no seu catálogo e disponível na plataforma. “A plataforma representa a democratização do mercado”, destaca Regis Rosa.

Fora do eixo Rio-São Paulo, a editora gaúcha Ama Livros registrou queda de mais 50% nas vendas em 2020 por conta da suspensão das aulas na rede pública. Em busca de uma alternativa para se manter no mercado, a editora cadastrou-se na plataforma e já registra aumento de 20% no faturamento.  

Um dos livros da editora cadastrado no sistema é “Palas-Atenas – Diários perdidos dos jovens deuses”. Trata-se de uma ficção em que figuras da cultura grega, como Apolo e Atena, são adolescentes com conflitos e encrencas. “A nossa parceria mostra a consolidação do comércio virtual, mas com foco na formação do jovem”, destaca o proprietário Antônio Schimeneck.

Sobre o Eu Faço Cultura - O novo ciclo do programa Eu Faço Cultura começou em outubro. Incentivando projetos e ações culturais em todo o país, com a aquisição de ingressos de museus, redes de cinema, espetáculos de teatro, stand up, dança ou circo e livros de editoras, o programa também faz a ponte com o outro lado, alcançando o maior número de pessoas sem acesso à cultura. Devido a pandemia no momento a plataforma não está disponibilizando ingressos para eventos presenciais.

O Eu Faço Cultura é uma iniciativa da Federação das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), com a participação de milhares de empregados da ativa e aposentados da Caixa, contando com patrocínio da Caixa Seguradora e da Wiz. Desde 2006, quando o Programa começou, mais de 800 mil pessoas de baixa renda já foram beneficiadas com os produtos disponibilizados pelo Eu Faço Cultura.

 
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