23/10/2018 às 16h03min - Atualizada em 17/11/2018 às 11h45min

Contas de eletricidade seguem mais altas em outubro

A cobrança extra na conta de eletricidade comum no país se manteve alta durante outubro, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é de que o patamar mais caro durasse até setembro, mas o órgão estatal decidiu estender as tarifas até o final deste mês. Ainda não há confirmação se o valor permanecerá em novembro.

Desde junho deste, a tarifa de eletricidade está indexada à bandeira vermelha, patamar 2, o que significa cobrança extra de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Segundo a Aneel, as condições hidrológicas do país não se recuperaram em setembro, como esperado, e o nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) permaneceu abaixo do ideal e, por esses motivos, a bandeira não pode ser rebaixada.

O consumo de energia elétrica no país fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, afirmou a Aneel em nota. De janeiro a abril de 2018, a agência cobrou valores atrelados à bandeira verde, quando não há cobrança extra. Em maio, vigorou a bandeira amarela, com adicional de R$ 1 na conta de energia do consumidor a cada 100 kWh consumidos.

Em junho, quando decidiu adotar a bandeira vermelha no patamar 2, a Aneel disse que a decisão foi tomada em razão do fim do período chuvoso e da redução no volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Em dezembro de 2017, quando vigorou a bandeira "vermelha" do Patamar 1, foram cobrados R$ 3 a mais a cada 100 kWh utilizados no país. A Aneel aconselha que aparelhos como geladeira, chuveiro e ar-condicionado (ou no modo ar-condicionado inverter) sejam controlados nas casas durante o período de bandeiras mais altas.

Quando o ar-condicionado for usado, a agência orienta que portas e janelas sejam fechadas. Além disso, é preciso manter limpo o filtro do aparelho.

Composto pelas cores "verde", "amarela" e "vermelha" e dividido entre dois patamares (1 e 2), o sistema de bandeiras foi criado pela Aneel para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica em cada época do ano.

Em janeiro, o governo cogitou manter a bandeira verde por mais tempo por causa do aumento nas médias de chuva nos reservatórios brasileiros. À época, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que o volume de chuvas deste verão contribuiu para a recuperação de represas e, assim, para a permanência da tarifa.

“O sistema [elétrico nacional] é interligado, e a gente veio de cinco ou seis anos de chuvas abaixo da média nos maiores reservatórios, mas os resultados de novembro e dezembro e dos primeiros dias de janeiro têm sido muito animadores”, disse ele à época.


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