22/10/2018 às 16h45min - Atualizada em 17/11/2018 às 11h45min

Uso de equipamentos pessoais é tendência crescente em empresas

Utilizar o próprio computador para acessar o ambiente de trabalho é uma tendência em alta nos últimos anos. Ela recebeu o nome de BYOD (do inglês Bring Your Own Device), que em tradução livre significa “traga seu próprio dispositivo para o trabalho”. Foi utilizada pela primeira vez pela Intel em 2009, quando a companhia observou as mudanças provocadas pela ascensão da tecnologia e dos dispositivos móveis.

Na prática, o colaborador de uma empresa pode usar seus próprios equipamentos para a execução das tarefas corporativas, proporcionando maior liberdade e conforto. Essa tendência também foi impulsionada pela ascensão dos dispositivos móveis e pela redução de preço desses equipamentos. Um tablet, um smartphone ou um notebook em promoção se mostraram mais vantajosos do que o desktop da empresa em muitos casos.

Se em grandes companhias essa política é vantajosa, o mesmo pode-se dizer de pequenas e médias empresas. Nesse caso, a falta de recursos para infraestrutura estimula a criação de novas alternativas, como o uso de dispositivos pessoais para executar tarefas do trabalho, seja em casa, por meio do home-office, ou de forma física na própria empresa. Cargos que exigem mobilidade, como representantes comerciais, também se beneficiam com essa política.

Modelos de BYOD

Existem três formas de incorporar essa política nas empresas. No primeiro caso, a empresa tem direito a controlar e bloquear o aparelho, já que dados sigilosos e sensíveis serão acessados de um dispositivo pessoal. Na segunda opção, as empresas se encarregam do custo da tecnologia. Se o funcionário não se sentir confortável com os dispositivos oferecidos pela empresa, ele pode levar seus próprios equipamentos. Na terceira forma, a companhia transfere legalmente o dispositivo para o colaborador. Todos esses modelos possuem vantagens e desafios.

Esse método necessita de uma política formal para operar com segurança, tanto para o funcionário quanto para a empresa. Como os dispositivos são pessoais, é necessário encontrar uma forma de ter um controle maior sobre os dados trafegados. Além disso, as companhias precisam se antecipar em relação às exigências legais, para não ter problemas contratuais durante esse processo.

Cuidados de segurança da informação

Quando a empresa permite o uso de dispositivos pessoais no trabalho, ela automaticamente assume alguns riscos. O primeiro se refere à propagação de vírus na rede da empresa. Os softwares maliciosos podem apagar e roubar dados, danificar arquivos e programas instalados no computador do usuário. Os arquivos confidenciais, por sua vez, nem sempre estão devidamente seguros. O dispositivo pode ser roubado e as informações sigilosas podem estar desprotegidas. Mas, para todos esses riscos, há boas soluções no mercado.

Antes de tudo, é necessário fazer um backup regular de todos os arquivos, preferencialmente armazenado em serviços de nuvem, como Google Drive, One Drive e Dropbox. Caso o computador seja roubado, você possui uma cópia desses dados. Nesses casos, existem softwares nos quais é possível apagar arquivos e bloquear o aparelho, tudo de forma remota.

As empresas também podem bloquear o acesso a downloads e determinados aplicativos, bem como definir quais documentos podem ser acessados por um dispositivo que não seja da companhia. Os empreendedores também podem obrigar o funcionário a instalar os mesmos softwares de antivírus utilizados na unidade presencial da empresa para permitir uma varredura e monitoramento completo do dispositivo em tempo real.

Por fim, as empresas podem criar redes de internet específicas para os equipamentos da organização e outras para os equipamentos pessoais dos colaboradores. Ambas podem ter acesso aos programas corporativos e bloqueadores de sites maliciosos.

Cuidados jurídicos

As empresas também precisam se precaver quanto às questões jurídicas. O funcionário que quiser usar seu próprio dispositivo terá que assinar um contrato com as políticas definidas pela empresa, ainda mais porque a lei trabalhista determina que as organizações devem oferecer todas as ferramentas necessárias para a execução do trabalho. Os pontos mais polêmicos são os procedimentos em casos de roubos ou extravios e os contatos fora do expediente normal de trabalho.

O contrato também deve estabelecer o responsável por problemas técnicos e a manutenção do aparelho. O documento deve ser assinado por um representante da empresa, pelo funcionário e por mais duas testemunhas.

 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp