09/04/2021 às 18h01min - Atualizada em 10/04/2021 às 00h00min

Dados apontam que liderança feminina dobrou nos últimos anos

Pesquisas mostram avanço tanto nos índices de liderança feminina no mercado quanto na percepção do público em relação a mulheres em posições de poder. Brasil se destaca por sua abertura para a diversidade entre países do G7, mas especialistas apontam que ainda há um longo caminho a ser percorrido em busca da igualdade

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O Índice de Diversidade de Gênero (IDG), pesquisa elaborada e promovida pela Kantar - empresa líder global em pesquisa de mercado -, mostra números importantes sobre a questão de gênero e a liderança feminina no mercado de trabalho.

De acordo com os números divulgados, entre os anos de 2012 e 2020, a quantidade de mulheres em cargos de liderança dobrou, indo de 10% para 20%. A pesquisa reúne dados de 18 países e possui como principal objetivo reconhecer as empresas que contribuem para a diminuição da desigualdade de gênero e incentivar a participação feminina em espaços corporativos.

Apesar do crescimento considerável, especialistas envolvidos na pesquisa atentam para o fato de que das 668 maiores empresas europeias - considerando-se apenas aquelas que têm ações na bolsa - apenas 10% possuem cargos de liderança, como de CEOs, coordenadores e diretores ocupados por homens e mulheres de maneira igualitária.

Países com maior e menor índice de liderança feminina

Ainda de acordo com o IDG, países como Irlanda, Suécia, Noruega e Reino Unido alcançaram 25% de mulheres em cargos de destaque.

Países europeus com o maior IDH - em uma escala em que 1 significa a completa igualdade entre homens e mulheres - são os seguintes: Noruega (0,74), França (0,67) e Reino Unido (0,64). Entre os piores países, estão a Polônia (0,38), Suíça (0,39) e Luxemburgo (0,41).

Mulheres são maioria no ensino superior

Apesar da desigualdade latente, mulheres se mostram mais dispostas a investir em seu desenvolvimento profissional. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 23,5% das mulheres possuem ensino superior, considerando-se a faixa etária com mais de 25 anos. Entre os homens na mesma faixa etária, por outro lado, apenas 20,7% possuem a mesma titulação.

Outros estudos sugerem, ainda, que mulheres têm mais probabilidade de continuar seu aperfeiçoamento profissional mesmo após concluir uma graduação. Levantamento realizado pela Expertise Educação mostra que mais da metade (56%) dos alunos de pós-graduação nas áreas de administração e negócios são mulheres na faixa dos 25 a 34 anos.

Percebe-se, portanto, que ainda que o mercado não possua condições favoráveis à liderança feminina, as mulheres mostram um grande interesse em se prepararem para assumir tais cargos.

A importância da diversidade para consumidores

Pesquisa da Accenture aponta que, cada vez mais, consumidores levam em consideração a diversidade de uma empresa antes de tomar a decisão de se tornar cliente. Números apontam que 46% dos entrevistados preferem empresas com quadros de funcionários diversos e estão dispostos a pagar até 5% a mais no produto final para fazer negócio com essas empresas.

Dessa maneira, empresas que se encaixam nessa categoria podem optar por investir mais no desenvolvimento profissional de seus colaboradores, promovendo, por exemplo, um sistema de benefícios flexíveis.

Lisa Szrajer, Head de Pessoas e Cultura da Flash Benefícios, explica como esse modelo pode ajudar empresas: "Benefícios flexíveis podem ajudar porque mostram apreço pela individualidade de cada colaborador, levando em consideração a autonomia e a flexibilidade que possuem ao decidir como utilizarão o benefício conforme a sua rotina e a de suas famílias. Também é um reconhecimento além da remuneração fixa, com diferencial dos benefícios com a relação de cada valor da empresa, como, por exemplo, voltado a bem-estar, cultura e educação."

Ainda que a passos lentos, o Brasil também mostra sinais de avanço. De acordo com o "Reykjavik", outro estudo promovido pela Kantar, 41% dos brasileiros se mostram muito confortáveis em ter uma liderança feminina em uma grande empresa. No índice que mede o grau de conforto com mulheres em posições de liderança, o Brasil se destaca ao alcançar 66 pontos, passando à frente de outras potências econômicas, como Rússia (53) e China (48).



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