12/04/2021 às 10h04min - Atualizada em 12/04/2021 às 12h20min

CONSTRUTECHS SUSTENTAM O CAMINHO PARA A DIGITALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Por Diego Mendes, COO (Chief Operating Officer) da Trutec

SALA DA NOTÍCIA Paula Ferezin
https://trutec.trutec.com.br/home
Fazemos parte de um dos mercados de maior relevância no país e temos muito a contribuir com o desenvolvimento do setor, principalmente quando se trata de levar tecnologia e inovação para os canteiros de obras.
Temos um evidente “gargalo” em relação à produtividade. Ou seja, é possível avançar bastante nesse quesito, entregar muito mais em menos tempo, agregando valor na oferta de serviços por meio da transformação digital. Esse é um processo que confere vantagem competitiva às empresas, portanto não se trata de uma escolha, mas sim de uma necessidade célere.
Grande parte deste ativo de inovação é alavancado pelas Construtechs, que são as startups relacionadas ao ambiente das obras. Esse modelo de negócios provê a disrupção para o mercado, que necessita romper com antigos paradigmas e acompanhar as tendências mundiais. Afinal, a digitalização passou a ser insumo obrigatório, ainda mais em tempos de pandemia do Covid-19, a exemplo dos bancos 100% digitais, carros autônomos, logística e segurança com veículos aéreos, os Drones, etc.
Em recente pesquisa, a consultoria americana McKinsey identificou as tendências e os possíveis cenários para a construção civil pós-Covid, em uma abordagem com mais de 100 especialistas e 400 líderes globais do setor. A análise apontou uma transformação radical nos próximos anos, com mudanças que devem revolucionar a maneira como projetos são desenvolvidos, gerenciados e entregues.
Entre as movimentações importantes, que estão no centro dessa revolução encontram-se a sustentabilidade, digitalização e investimento em tecnologia. Cerca de 80% dos líderes e especialistas entrevistados concordam que essas mudanças irão impactar totalmente os processos e a estrutura das empresas de construção, sendo que 60% deles acreditam que essa revolução acontecerá nos próximos cinco anos.
Certamente, a contemplação desse cenário contará com a presença das Construtechs, que desenvolvem soluções para diferentes etapas do ecossistema, desde o planejamento até o desenvolvimento de projetos.
No Brasil, segundo a consultoria de investimentos Terracotta Ventures, foram contabilizadas em 2020 mais de 700 Construtechs e Proptechs. Isso significa um crescimento de 23% em relação ao ano anterior e 180% em relação a 2017, quando começaram a mapear o setor.
Existem grandes oportunidades também no ambiente estrutural, isto é, nos canteiros de obras junto às construtoras que buscam melhorar a velocidade de entrega, reduzir os custos e minimizar os impactos ambientais. Ou seja, caminhamos para um comportamento muito mais sustentável.
            Novos empreendedores estão surgindo, fundos aumentam seus investimentos e voltam a atenção para o setor. Lógico, ainda temos muito a trilhar. Mas, esse é o caminho. Não há evolução sem tecnologia. E a construção civil precisa de transformação de verdade!
            O foco para aquele empreendedor que está neste segmento, ou quer começar a desenvolver sua Construtech, deve ser a oferta de soluções que atuam direto nas necessidades latentes. Faltam opções que oferecem um real valor com o objetivo de solucionar as necessidades diretas dos clientes, incluindo a relação de custo x benefício e a escalabilidade.
            Para mudar essa “chave” é fundamental entender que a construção civil não está mais esperando o futuro chegar. Ela se movimenta em prol de seus alicerces que visam uma nova conjuntura econômica no mercado totalmente baseada em processos digitais e no aumento da produtividade.
 
 * Diego Mendes é COO (Chief Operating Officer) da Trutec e executivo de Desenvolvimento de Negócios da Vedacit. Analista de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e Engenheiro Civil pela UniJorge, com MBA em Economia e Gestão Empresarial pela mesma Universidade, possui mais de sete anos de experiência na área, com passagens pela Larco Petróleo, Prodenge Engenharia e como CEO e co-founder da ConstruCode. Diego foi eleito Personalidade da Tecnologia em 2019 pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP-SP) e recebeu o Prêmio Tecnologia e Inovação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA).
 
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