29/04/2021 às 20h28min - Atualizada em 29/04/2021 às 21h10min

Por uma comunicação mais assertiva

Larissa Priscila Bredow Hilgemberg (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
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Em todos os primeiros meses do ano, o Brasil se debruça na frente da telinha para acompanhar o reality show Big Brother Brasil, que já está em sua reta final neste ano. Mesmo os que não gostam, acabam sabendo o que acontece na casa e sobre as muitas discussões que acontecem entre os participantes.

Uma das causas para a notoriedade do programa são as relações humanas. Gostamos de ver no outro como nos sentimos e nos portamos dada alguma situação ou discussão. E percebemos nestas relações como a nossa comunicação é importante nas muitas interações sociais.

Se nos atentarmos a quais são os jogadores preferidos e quais são os jogadores não quistos, vamos perceber uma similaridade entre uma temporada e outra: os jogadores que se tornam menos populares ou, até mesmo, que são rejeitados, são aqueles que são muito agressivos em sua comunicação com os outros ou aqueles que “se fazem de vítima”, se inferiorizando em sua comunicação.

E quais são os jogadores preferidos do público? Aqueles que são assertivos! Que falam o que deve ser dito, mas lidam melhor com a forma que comunicam, bem como, são empáticos nos diálogos com outros participantes.

Não é necessário ser comunicador ou participante de um reality show para perceber a forma com que se comunica. Cotidianamente interagimos com outras pessoas. Aliás, a nossa linguagem e comunicação são ferramentas importantíssimas em nossa sobrevivência básica.

De acordo com o linguista José Fiorin, a comunicação é tão básica quanto comer e dormir, porém, ao contrário destas necessidades que são aprendidas naturalmente, a nossa linguagem passa por um processo de aquisição.
Assim, aprendemos nossa língua e aprendemos a nos comunicar desde pequenos e a assertividade também passa por um processo de aprendizagem. Mas, afinal, o que é ser assertivo?

A assertividade é a habilidade de expressar as nossas opiniões ou sentimentos de forma clara e honesta, levando em conta as outras pessoas, sem a necessidade de ser agressivo nem passivo, mas gerando uma comunicação aberta e fluída com os outros.

A comunicação assertiva também está diretamente ligada à comunicação não violenta. O autor Marshall Rosenberg, em seu livro Comunicação Não Violenta, afirma que este tipo de comunicação se baseia na consciência do que estamos sentindo ou desejando, ao mesmo tempo que leva em conta a empatia pelo outro, de compreender que este outro também tem sentimentos e desejos.

Mas, como posso ser mais assertivo em minha comunicação e relações? Sinto dizer, mas não há uma receita de bolo ou algumas pílulas de assertividade prontas. Como dito anteriormente, essa habilidade não é natural, mas pode ser desenvolvida por qualquer um de nós.

Apesar de não haver uma receita pronta, algumas dicas podem ajudar para os primeiros passos rumo à assertividade:
  • Desenvolva a sua inteligência emocional, compreendendo os próprios sentimentos;
  • Desenvolva a empatia, percebendo no outro um ser humano com falhas e qualidades, assim como você;
  • Escute com atenção;
  • Tenha atenção ao que você fala, pensando antes de falar;
  • Aprenda a dizer não, e também a dizer sim;
  • Preste atenção à sua respiração, principalmente em momento de estresse; e
  • Seja claro em sua comunicação: expresse aquilo que você deseja.
Seja dentro do Big Brother ou em nossas casas, comunicar assertivamente nos permite nos relacionar melhor com o outro, aproveitar oportunidades, ter mais qualidade de vida e, até, ganhar um reality show!

(*) Larissa Priscila Bredow Hilgemberg é especialista em Educação Corporativa e Docência EAD e professora da área de Linguagens Cultural e Corporal do Centro Universitário Internacional UNINTER


 
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