23/06/2021 às 17h47min - Atualizada em 24/06/2021 às 00h00min

Com altas recordes do IGP-M e IPCA, proprietários de imóveis já abrem mão de reajustar o aluguel em SP

Levantamento da Lello aponta que 33% dos contratos de locação com aniversário em maio deste ano não tiveram aumento de valor

DINO
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Com os índices de inflação IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) batendo recordes históricos e com locatários que ainda sentem os efeitos econômicos da pandemia, muitos proprietários de imóveis têm deixado de reajustar o valor dos alugueis em São Paulo.

Segundo levantamento da imobiliária Lello, 33% dos contratos de locação com aniversário em maio deste ano não tiveram aumento no valor. Já no mesmo período do ano passado, todos os alugueis foram reajustados pelo índice contratual.

Ainda conforme o balanço, 29% dos proprietários aplicaram a correção pelo IPCA e apenas 8% usaram o IGP-M, índice mais usado na quase totalidade dos contratos de aluguel até 2020. Em 30% dos contratos com aniversário em maio houve reajuste por outros valores.

“Os proprietários estão abertos ao diálogo, e entendendo o cenário atual. Manter o equilíbrio econômico do contrato é fundamental para relações locatícias saudáveis e duradouras, evitando inclusive a desocupação desses imóveis, afirma Moira Regina de Toledo Bossolani, diretora de Risco e Governança da Lello Imóveis.

Desde janeiro deste ano, a Lello decidiu recomendar a mudança do índice de reajuste dos novos contratos de aluguéis residenciais e comerciais firmados entre proprietários e inquilinos, do IGP-M/FGV para IPCA. O objetivo foi aumentar a velocidade das novas locações, dando tranquilidade e previsibilidade melhor às partes, uma vez que o IGP-M acumulou alta muito expressiva.



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