28/06/2021 às 18h22min - Atualizada em 05/07/2021 às 00h00min

Agenda ESG já é um fator importante ao avaliar uma oferta de trabalho para 83% dos profissionais

Pesquisa da Robert Half aponta ainda que metade dos entrevistados considera que boas práticas ESG dentro da empresa são determinantes para não considerar outras propostas de emprego

SALA DA NOTÍCIA Robert Half

São Paulo, junho de 2021 - As empresas que buscam se manter competitivas no mercado já compreenderam que apenas entregar produtos ou serviços de excelência não é mais suficiente. Para muito além do propósito comercial, os valores e atitudes das organizações deverão, cada vez mais, ser acompanhados de perto por clientes, investidores, colaboradores e candidatos a uma vaga. É o que reforça a 16ª edição do Índice de Confiança Robert Half. Para 83% dos profissionais, a agenda ESG já é um fator importante na hora de aceitar — ou não — uma oferta de trabalho, se consolidando como um diferencial competitivo.

“É perceptível que o movimento de entendimento das práticas ESG como fator de competitividade na atração e retenção de talentos vem se fortalecendo ao longo dos últimos anos. Para além da sigla, é fundamental, como estratégia de negócio, que as lideranças das empresas reflitam se já possuem práticas ambientais, sociais e de governança fortes e reais, que ultrapassem o nível do discurso e sejam percebidas no dia a dia da organização. Ou que direcionem esforços e entendam a melhor forma de começar. Desta maneira, terão mais subsídios para atrair profissionais mais talentosos e para contar de fato com um time qualificado e preparado para lidar com o momento desafiador de retomada econômica pelo qual estamos passando”, recomenda Fernando Mantovani, Diretor Geral da Robert Half América do Sul. 

ESG como fator de atração de talentos

Na visão dos recrutadores respondentes, as principais vantagens de manter uma agenda ESG na companhia são: melhora da imagem da empresa (55%), aumento de confiança do investidor (34%) e fortalecimento da atração e retenção de talentos (33%). Para 71% deles, as organizações já perceberam que as práticas ESG podem ser um fator de competitividade na atratividade, especialmente para as gerações Z (43%) e Y (38%), que são as que mais levam em consideração as práticas ambientais, sociais e de governança no momento de avaliar uma oferta de emprego. Já do ponto de vista de retenção, metade dos profissionais afirma que boas práticas ESG dentro da empresa são determinantes para não considerar outras propostas.

“As gerações Y e Z, mais novas no mercado de trabalho, são as que mais levam em consideração as práticas ESG no momento de avaliar uma proposta de emprego, mas não significa que as demais não estejam preocupadas. Inclua a sua empresa na Era ESG o quanto antes. Não fazer parte dela é andar na direção oposta dos desejos e das necessidades das pessoas e do mundo”, completa Mantovani. 

As empresas estão atentas à questão, mas ainda existem obstáculos

De acordo com o 16º ICRH, 77% das empresas sinalizam trabalhar a agenda ESG estrategicamente, enquanto 72% dos profissionais apontam que as empresas em que trabalham possuem boas práticas ambientais, sociais e de governança. Apesar da adesão significativa, 23% dos recrutadores indicaram que ainda não contam com ações nesse sentido, principalmente por conta da falta de interesse (34%), falta de conhecimento (28%) e ausência de profissionais para liderar o tema (17%).

Empresas de grande porte são mais ativas

A sondagem revelou que grandes empresas são mais engajadas na questão, mas é importante destacar que os princípios por trás do ESG se aplicam a empresas de qualquer porte, atuando em qualquer geografia e em qualquer setor. 

Sobre a Robert Half

É a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais temporários e permanentes nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão.  

Ao todo são mais de 300 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania. Em 2021, a Robert Half foi novamente considerada pela Fortune uma das empresas mais admiradas do mundo. A Robert Half integra também o Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg, graças ao seu compromisso em promover a igualdade e proporcionar uma cultura que apoia a diversidade.

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