23/08/2021 às 15h00min - Atualizada em 24/08/2021 às 00h00min

Exposição gratuita ‘Cadernos de Artista’ acontece a partir de 28 de agosto e reúne grandes nomes na LONA Galeria em São Paulo

Anotações dos artistas compõem um processo de construção, que oferecem pistas para identificar o percurso do seu trabalho artístico

SALA DA NOTÍCIA Bartira Betini
Mariano Barone
Mariano Barone

Dia 28 de agosto (sábado) abrirá ao público a exposição coletiva “Cadernos de Artista”. A visitação será gratuita e presencial com horários agendados seguindo os protocolos de medidas sanitárias, contando também com a visitação virtual 3D após a inauguração presencial.

 Os artistas incorporam desde a Renascença, cadernos ao seu trabalho, usando os mais diferentes materiais e realizando diversas experimentações, construindo uma obra autônoma, mas conectada com as pesquisas visuais de seus autores. As técnicas são as mais distintas e vão desde desenhos às colagens. As páginas dos cadernos desvelam a arte na sua essência mais profunda: se trata de uma forma de expressão usada pelos mais diferentes artistas, independentemente de seu tempo.

Desta maneira, o projeto surgiu através de uma parceria entre o responsável pela LONA Galeria e curador de arte Duilio Ferronato e o também curador e editor Eder Ribeiro, que convidaram 23 grandes artistas para colocarem suas experiências em cadernos durante três meses antes de ir para a exposição. “Os artistas são muito profissionais, foi supertranquilo, não tivemos problema nenhum e os cadernos ficaram incríveis”, explicam os responsáveis pelo projeto.

 ‘Cadernos de Artista’ estará aberto a todos os amantes da arte e a todos aqueles que querem sentir a experiência pela qual um artista passa. Os artistas em destaque nesta exposição são:

- Daniel Mello é nascido em Joaçaba em Santa Catarina no ano de 1992. Ele se desenvolve na pintura abstrata, entre o contraste do belo com o transgressor. Ele utiliza principalmente a tinta acrílica e óleo sobre tela, papel e madeiras de descarte na produção de seus trabalhos. Com sua prática no ateliê seu movimento é alternado e por vezes se fundem, entre pintura, desenho e colagem.

- Gabriel Pessoto, nasceu em 1993 em Jundiaí. Em 2015 passou a expor trabalhos em exposições coletivas e foi contemplado pelo edital da prefeitura de Porto Alegre para ocupar a Galeria Lunara, onde montou a instalação “Glória” em parceria com Filipe Rossato, indicado ao Prêmio Açorianos de Artes Visuais na categoria Destaque em Novas Mídias. Apresentou em 2016 a exposição “Trégua”, primeira experiência individual e desenvolveu o projeto de residência artística “Variações sobre contato: vistas” na Casa13, espaço cultural em Córdoba, Argentina. Em 2018 realizou sua primeira exposição individual em São Paulo, “um pouco por dia já é muito” no centro cultural independente Casa da Luz. Gabriel gosta muito de cadernos, pois participam de seu processo através de notas, rabiscos, projetos, lembretes, desenhos precários e pequenos vestígios do dia.

- Gabriel Torggler, que nasceu no ano 1990 em São Paulo, desenvolve sua pesquisa poética pautada no desenho e gravura em metal. Durante o período de formação recebeu a premiação máxima no 43ª Anual de Arte FAAP. Em 2013 participou do 18º Festival Internacional de Arte Contemporânea VIDEOBRASIL no SESC.  Participou, no ano de 2014, da quarta edição do prêmio EDP nas Artes, e em 2019 foi selecionado para Arte Londrina 8. O convite para expor um caderno específico feito para uma exposição, se mostrou para o artista, um desafio e oportunidade de compartilhar parte do seu processo criativo.

- Gustavo Aragoni, nasceu em Osasco em 1975. É dedicado à pesquisa em filosofia contemporânea, desenho e instalação. Estudou pintura e desenho com Dudi Maia Rosa e ilustração com Fernando Vilela. Após, frequentou o curso de desenho de animação do Centro Universitário Belas Artes e o grupo de acompanhamento de projetos do Hermes Artes Visuais. Participou de salões, exposições coletivas e individuais, e recebeu o prêmio aquisição no 18º Salão Nacional de Arte de Jataí e no 47º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, isso no ano de 2019. Seu caderno tem um caráter experimental, mas também funcional, sendo um espaço que reúne estudos, anotações, escrituras, desenhos, colagens e esboços.

- Higo Joseph, nascido em São Benedito/CE no ano de1994, vive e trabalha em São Paulo. É artista visual multidisciplinar, formado em Multimídia, Comunicação Visual e Artes Visuais. Foi selecionado para temporada de projetos 2020 do Paço das Artes. Está na 18ª edição do programa de exposições do Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP) em 2020 e no 48º Salão de arte contemporânea Luiz Sacilotto. Nos últimos quatro anos vem participando de diversas exposições, com destaque para as individuais. Seus trabalhos no caderno foram pensados como projetos iniciais que podem se desenrolar em obras maiores.

- Irene Guerriero vive e trabalha em São Paulo, é graduada em artes plásticas e trabalha com pinturas e colagens. Tem participado de exposições coletivas, destacando-se na 18ª edição do programa de exposições do MARP em 2021. Seu trabalho faz parte da coleção do Museu da Diversidade Sexual em São Paulo e também está em coleções particulares na Alemanha, Argentina, Canadá, China, Croácia, El Salvador, Escócia, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, México, Suíça, Taiwan e Ucrânia. Seu caderno é um lugar mágico, onde imagens vão surgindo.

- Liliana Alves nasceu em 1962 em Itajubá/MG. Reside e trabalha em Sorocaba/SP, como professora e pintora. Graduada em Letras, frequentou cursos livres e participou de várias mostras importantes como Pinacoteca Municipal de Sorocaba. Está no 48º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André com Prêmio Aquisição, Programa de exposições MARP 2019, Programa de exposições MARP 2020, no 42º Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto (SARP), no 47º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, na 1ª Trienal de Artes Frestas no SESC em Sorocaba, Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS) e em 1º no Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea de Brasília/DF. Tem obras em acervos do MACS, Museu Florean, Bucareste-ROM e Prefeitura de Santo André. Apropria-se de motivos simples do cotidiano para pintar com linguagem visual, da sua arte vem a expressão poética, suas sensações e reflexões se organizam em tintas e o caderno serve como ferramenta de seus estudos e pesquisas.

- Mariano Barone é nascido no ano de 1985 em Santa Fé na Argentina. Vive e trabalha em São Paulo desde 2009, onde conduz sua pesquisa a partir do desenho, da pintura, da serigrafia e da instalação. Bacharel em artes visuais, teve sua primeira mostra individual em GARRANCHÓN no ano 2018 na Galeria Sancovsky em São Paulo. Participou do 42º e 44º SARP no MARP, das coletivas Novas Poéticas da Galeria Cañizares na Escola de Belas Artes em Salvador/BA no ano de 2017, entre outras. O artista olha o caderno de artista mais como um conjunto de pinturas feitas num determinado período.

- Rodrigo Selles nasceu em 1987, em São José do Rio Preto em São Paulo. É bacharel em design e explora temas pessoais e sociais a partir de um viés angustiante, de horror, cômico e fantástico, usando símbolos figurativos e narrativas visuais. Em 2018 participou do Picnic Art Festival em Shangai. No ano de 2020 participou da Exposição Apropriações na Lona Galeria em São Paulo e da 11ª Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde em Portugal. Ao trabalhar no caderno dedicou carinho e cuidado que as telas e folhas pediam no cotidiano.

- Sueli Espicalquis é nascida em 1955 em Araçatuba/SP. Vive e trabalha em São Paulo. Iniciou sua formação participando de residências e cursos, com orientação de artistas como Paulo Whitaker, Paulo Pasta e do Grupo Hermes (Carla Chaim e Nino Cais), entre outros. Pesquisa a materialidade e fisicalidade da cor, utilizando suportes como pintura, desenho, fotografia e instalação, para refletir sobre a era em que vive e o seu entorno. Premiações: menção honrosa pela obra Caderno no VIII Salão de Artes Plásticas de São José do Rio Preto e menção honrosa pelo conjunto da obra no 40º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba. O seu caderno é de colagens, a partir de um livro de Tomie Ohtake, artista que se destacou em pintura, gravura e escultura e pelo seu reconhecimento tornou-se uma espécie de embaixatriz das artes e da cultura no Brasil.

A abertura da exposição será no dia 28 de agosto e seu encerramento no dia 9 de outubro. As visitações serão agendadas, seguindo os protocolos de medidas sanitárias. É totalmente gratuita. 

Serviços

Curadoria: Eder Ribeiro

Coordenação: Duilio Ferronato

Abertura: sábado, 28 de agosto 2021

Encerramento: sábado, 09 de outubro 21

Local: Anexo LONA

  1. São Bento, 181 – 1º. Andar - Centro, São Paulo

Contato: (11) 99403-0023

Visitação gratuita

Atendimento com horário agendado

Número de obras: 50 cadernos

Técnicas: desenhos, pinturas, colagens, aquarelas, recortes

Preços: de R$ 2.000,00 a R$ 23.000,00

Site: http://www.lonagaleria.com

Instagram: https://www.instagram.com/lonagaleria/

Facebook: https://www.facebook.com/lonagaleria

Sobre Duilio

Duilio Ferronato nasceu em Avaré em 1963, interior de SP, aos 6 anos foi para São Paulo e estudou no colégio dos padres Agostinianos. Aos 19 anos foi para Londres estudar Artes Visuais, no London College, terminando o curso voltou para São Paulo. Trabalhou na Tok Stok e diversas lojas pelo mundo. Formado também em Arquitetura, passou a escrever para as revistas TPM, TRIP e GMagazine e jornal Folha de São Paulo, e depois foi estudar cinema em Cuba. Escreveu roteiros e fez programas de TV. Trabalhou de cozinheiro num navio, viajou pelo mundo cozinhando. Foi estudar na Cordon Bleu em Paris. Voltou para São Paulo e foi sócio de um restaurante, mas acabou voltando para as artes. Agora escreve, faz curadorias e tem uma galeria com o marido, a LONA galeria 

Sobre Eder

Eder Ribeiro é curador e editor brasileiro, baseado em São Paulo. Possui mestrado em Arquitetura (Ecole National Superièure d’Architecture Paris Malaquais) e Artes visuais/Fotografia (Université Paris 8). Tem como principais eixos de pesquisa, a fotografia vernacular/anônima, a fotografia contemporânea e o fotolivro. Colaborou com as galerias Le Douches la Galerie (Paris) e RocioSantaCruz (Barcelona), com a ABACT (Associção Brasileira de Arte Contemporânea) e com a Feira de publicações ArtsLibris, (Barcelona). Em 2017 criou o projeto esquina de pesquisa curatorial (Fotografia e além- 2017, A ilusão da casa -2018), do qual foi curador e produtor. Coordena dois Grupos de Estudos ligados à narrativa fotográfica e o fotolivro, na Casa Contemporânea em São Paulo e em Ribeirão Preto, além de ministrar curso de linguagem fotográfica e publicação na Escola Portfolio de Curitiba (PR). Produziu e fez a curadoria da exposição de publicações foto-texto (fotolivros, livro de artista e fanzines), e When we left to the moon de Vitor Bossa, ambas em 2020, na Casa Contemporânea/São Paulo. Foi um dos organizadores do Festival IMAGINÁRIA (2021)., dedicado ao fotolivro. Atualmente se dedica principalmente à edição de fotolivros e livros de artista, prestando assessoria a diferentes artistas, através da alter edições, casa de edições independente.

Sobre a LONA Galeria

A LONA Galeria abriu suas portas na Barra Funda em março de 2019. Uma parceria entre o curador Duílio Ferronato e o artista Higo Joseph. Com foco em artistas que estão iniciando a carreira e em ascensão, com potencial artístico e de mercado, a galeria apresenta exposições individuais e coletivas, produzidas através de curadores parceiros. Conta com dois espaços: a galeria, em um sobrado no bairro da barra funda e o anexo, localizado no primeiro andar de um edifício histórico no centro de São Paulo. Tem como missão a inserção de artistas emergentes no circuito e um primeiro contato com o mercado e instituições de arte, como também o incentivo a novos colecionadores.


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