29/10/2021 às 14h32min - Atualizada em 01/11/2021 às 00h10min

Como o autoconhecimento pode te ajudar nas finanças.

SALA DA NOTÍCIA Victor
 

O autoconhecimento financeiro te trará uma vida racionalmente estável e segura 

O autoconhecimento nada mais é que a compreensão sobre si mesmo. É saber sobre as próprias qualidades, vontades e ambições, mas também sobre as limitações particulares. Autoconhecer-se faz com que você tenha mais facilidade para controlar as próprias emoções, definindo objetivos e metas, e trilhando uma jornada de auto realização.

E como isso poderia te ajudar nas finanças? Através dele você conseguirá entender o seu perfil de tomada de decisão em relação ao dinheiro, mantendo sua saúde financeira estável e saudável. Continue o texto e saiba como aplicar isso em sua vida.

O que é o autoconhecimento financeiro? 

Como citamos já na introdução, o autoconhecimento, a curto e grosso modo, é conhecer a si mesmo. É saber seus pontos fortes e fracos, tendo domínio dos pensamentos e ações – da consciência como um todo. 

Com o autoconhecimento bem formado, você conseguirá:

  • Analisar suas metas, propósitos e motivações mais importantes;
  • Vencer medos e crenças que te limitam;
  • Traçar objetivos certeiros para a sua vida;
  • Lidar com seus defeitos e frustrações de maneira equilibrada, reforçando suas virtudes;
  • Aproveitar ao máximo sua capacidade;
  • Assumir o controle dos seus sentimentos para tomar decisões racionais. 

Agora que compreendeu a ideia geral do autoconhecimento, podemos partir para a parte financeira.

Chamada economia comportamental, essa ciência estuda os efeitos dos fatores psicológicos e emocionais nas escolhas financeiras das pessoas.

O estudo diz que você acredita estar tomando decisões racionais sobre seu dinheiro enquanto o gasta, mas, na verdade, é o seu lado irracional – emoções e impulsos – que está na frente das escolhas.

Grandes pesquisadores como Daniel Kahneman descobriram alguns comportamentos em comum dessas pessoas em relação às finanças:

  • Comprar compulsivamente, mesmo cheio de dívidas acumuladas;
  • Decidir sobre os gastos sem questionamentos ou reflexões;
  • Priorizar desejos imediatos em vez de metas de longo prazo;
  • Comprar para aliviar frustração e tristeza;
  • Não conseguir poupar dinheiro e gastar tudo o que ganha;
  • Se importar com a opinião alheia na hora de fazer escolhas financeiras.
 

Quais seus benefícios? 

Conhecer a si mesmo, no íntimo, só traz benefícios, tanto físico quanto emocional. O autoconhecimento financeiro pode te oferecer muitas vantagens. São elas:  

  • Compreender as próprias escolhas financeiras (e quem você é);
  • Evitar o endividamento e a inadimplência;
  • Consumir de maneira mais consciente;
  • Permitir fazer mais com menos dinheiro;
  • Tomar decisões mais inteligentes e de forma racional;
  • Definir metas de curto, médio e longo prazo de maneira organizada; 
  • Compreender a importância de ter uma reserva de emergência;
  • Entender a importância de investir para o futuro.
 

Você não vai notar todos os itens de uma única vez, é claro. Imagine ser um processo. A cada semana – ou mês – começará a perceber diferenças na sua vida. Para cada pessoa será uma evolução diferente. 

Cuidando do dinheiro: colocando em prática o autoconhecimento 

Mostramos o que é o autoconhecimento, como ele se aplica nas finanças e o que a maioria das pessoas tem feito de errado. Mas como mudar e colocar tudo isso em prática? Separamos algumas dicas! Continue o texto.

Entenda seus padrões de comportamento 

Antes de tudo é preciso entender seu próprio perfil, seus padrões. Tire uma tarde para fazer uma boa reflexão e analisar suas finanças. Pegue o cartão de crédito e analise seus últimos meses. 

Como é seu estilo de vida? Está com dívidas? Antes de fazer uma compra, decide imediatamente ou procura refletir antes? Você costuma pagar à vista ou parcelar tudo? Conseguiu poupar algum dinheiro ou gastou até o último centavo? 

Quanto mais informações tiver sobre si mesmo, mais fácil será montar uma estratégia para o futuro e não ter os mesmos problemas do passado. 

Identifique gatilhos de consumo 

Aqui está um grande problema para boa parte dos consumidores. O famoso gatilho. Algo que muitas vezes nem notamos, mas está ali, escondido, e afetando drasticamente nossas finanças. 

Para te fazer comprar – ou comprar mais –, o marketing e empresas no mundo todo usam todas as formas de gatilho contra você. Separamos alguns exemplos comuns:

Gatilho do imediatismo: comprar algo para ter uma satisfação imediata, sem se preocupar com as consequências, como pedidos no delivery, por exemplo. 

Gatilho da tristeza: comprar para aliviar momentos de tristeza ou frustração. Algo realmente comum no Brasil. 

Gatilho da euforia: aqui é o contrário, ou seja, a pessoa compra quando está com alegria exacerbada. Quando? Foi promovida no emprego ou pedida em casamento, por exemplo. 

Gatilho da ganância: investir em aplicações muito arriscadas e possivelmente fraudulentas. Muitas delas conhecidas como pirâmides. 

Gatilho da escassez: esse é comum e funciona muito bem. É a sensação de urgência de que, de algum modo, precisamos daquele produto, senão estaremos perdendo uma grande oportunidade. Como eles usam esse pretexto: “últimas unidades”, “a promoção é só hoje”, “essa é a última peça”.

Gatilho do medo: aqui já não envolve gastos, mas exatamente o medo de perder dinheiro – do risco. Exemplo disso é o fato de boa parte dos brasileiros preferirem deixar o dinheiro na poupança do que investir em outros meios, por exemplo. 

Tenha controle das suas finanças 

Não basta apenas ter um autoconhecimento financeiro. É preciso também ter um controle efetivo do que está acontecendo com o seu dinheiro. E como fazer isso? Você pode criar uma planilha no Excel ou baixar algum aplicativo no celular (há inúmeros gratuitos). Dessa forma você conseguirá saber como suas economias estão sendo gastas e onde estão sendo investidas. 

Saiba onde quer chegar 

Esse controle citado no tópico anterior será também um planejamento financeiro pessoal para você, seu guia para criar suas metas de curto, médio e longo prazo. 

Você quer trocar de celular? Fazer uma grande viagem? Se aposentar com segurança? Independentemente do tamanho da meta, você precisa visualizar e planejar

Quanto dinheiro precisará investir? Por quanto tempo? Será preciso fazer algum trabalho extra para adiantar o prazo? Estude todos os meios.  

Insira o autoconhecimento financeiro na rotina 

Não será da noite para o dia que você colocará o autoconhecimento em prática, especialmente o financeiro. Suba um degrau de cada vez e vá percebendo as mudanças gradativamente, no seu tempo.   

Considerações finais 

O autoconhecimento financeiro é essencial para quem quer ter uma vida equilibrada, segura e certeira nas economias pessoais. Obviamente você não conseguirá esse conhecimento sobre si próprio – e seus gastos –  da noite para o dia, mas com um trabalho diário você será capaz disso e muito mais. Qual o seu nível de entendimento sobre si próprio? Conte para nós nos comentários! 

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