12/11/2021 às 12h21min - Atualizada em 14/11/2021 às 00h10min

Locação de imóveis comerciais registrou queda durante a pandemia, mas deve aquecer em breve

O mercado imobiliário foi um dos grandes afetados pela crise causada pela pandemia, mas, segundo especialista, já dá sinais de retorno

SALA DA NOTÍCIA Imprensa
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Durante a pandemia, as taxas de juros do Banco Central caíram algumas vezes, o que levantou um forte questionamento sobre a locação de imóveis comerciais. O mercado imobiliário, no geral, passou por algumas crises durante a pandemia do novo coronavírus, como a redução de novas aquisições e locações, sobretudo dos imóveis comerciais. A EEmovel, plataforma de inteligência imobiliária, registrou a entrada de mais de 100 mil novos anúncios de imóveis comerciais no Brasil, no primeiro semestre de 2020, mas o mercado mira rumo ao crescimento. No segundo semestre do ano passado, a mesma plataforma registrou um aumento de 400 mil anúncios em relação ao período anterior.

 

“Muitos inquilinos de imóveis comerciais acabaram tendo que fechar seus estabelecimentos por um longo período, por conta do isolamento social e das restrições e, obviamente, isso impacta na geração de renda dessas pessoas, que, muitas vezes, se viram obrigadas a renegociar o valor do aluguel ou mesmo entregarem as chaves para as imobiliárias. Por isso, existe uma demanda reprimida, que deve fazer com que o mercado volte a aquecer rapidamente”, diz Jacir Junior, economista e sócio-fundador da EEmovel.

 

Ainda de acordo com a plataforma, o aluguel do metro quadrado de salas e conjuntos comerciais manteve-se no mesmo patamar  em 2021. Apesar da queda da demanda e aumento da oferta, não houveram alterações significativas nos valores dos aluguéis, diferente do esperado, já que os índices indexados nos contratos (IPCA ou IGP-M) foram elevados, fazendo com que os locatários buscassem renegociações desses imóveis.

 

“O que aconteceu foi uma grande retração da demanda por conta da especulação financeira causada pela pandemia. No início, os locatários fizeram de tudo para manter os imóveis, com a esperança de que tudo fosse se normalizar rapidamente. Entretanto, grande parte das empresas mudaram seus contratados para o modelo de 'home-office', podendo desocupar estes imóveis locados”, complementa Jacir.

 

Os indicativos apontam que com a aceleração do ritmo da vacinação, sobretudo em São Paulo, a grande metrópole nacional, a tendência é que a perspectiva econômica melhore e aumente a confiança dos empresários, fazendo com que a procura pelos imóveis comerciais cresça e o mercado volte a aquecer ainda em 2021.



 
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