04/10/2019 às 16h37min - Atualizada em 06/10/2019 às 23h30min

Sindicato dos auditores fiscais federais agropecuários quer apuração rigorosa das denúncias apresentadas na quarta fase da Operação Carne Fraca

Anffa Sindical reitera apoio ao trabalho da Polícia Federal e lembra que são apenas 22 auditores fiscais envolvidos, num universo de mais de 2.700 na ativa

DINO
http://www.anffasindical.org.br

A categoria de auditores fiscais federais agropecuários tem 2 mil e 700 auditores fiscais federais agropecuários na ativa. Para o presidente do Anffa Sindical, 22 fiscais investigados por desvios não vão manchar o nome de uma categoria, que atua há mais de 100 anos com extremo zelo e responsabilidade em prol da segurança alimentar, certificando os produtos que chegam à mesa dos brasileiros. O presidente complementa: "queremos que haja apuração rigorosa e punição, quando for o caso". Ele garante ainda que os auditores fiscais que forem considerados culpados pela justiça serão expulsos do sindicato.

Porto explica ainda que o sindicato dos auditores fiscais federais agropecuários está atento e colaborando com a Operação Carne Fraca desde o início do processo, há mais de dois anos. Foi um auditor fiscal que era delegado sindical do Anffa no Paraná que fez a denúncia que resultou na operação. Reitera, ainda, que há um histórico de denúncias do mesmo tipo já apresentadas pelo próprio sindicato ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) ao longo de mais de dez anos.

Para o Anffa Sindical, a ocupação política de cargos eminentemente técnicos é uma das causas dos desvios que infelizmente ainda existem dentro da categoria. No entanto, há outros problemas que têm sido levantados pela entidade, como a falta de pessoal, que leva a uma carga excessiva de trabalho e uma proximidade indesejável entre agentes públicos e a empresa fiscalizada. "Depois da Carne Fraca, uma parceria entre o Anffa Sindical e o Mapa resultou numa série de medidas para que as falhas observadas no passado e detectadas pela 4ª fase da Operação Carne Fraca não ocorram mais. É o caso da verticalização, do rodízio de auditores que não permanecem mais por muito tempo no mesmo frigorífico, do fortalecimento das corregedorias e da implantação de auditorias internas mais rigorosas. Todas essas medidas mitigam o problema que é central, que é a falta de pessoal", explica Porto.

O presidente destaca, ainda, que é necessário reforçar a fiscalização agropecuária federal. "Há uma tentativa de desmoralizar a categoria com vistas à terceirização da inspeção federal. Esse é o caminho mais maléfico para o cidadão brasileiro e para as exportações. Vários países do mundo não compram carnes se o produto não for fiscalizado por um ente público", explica. No caso da quarta fase da operação realizada nesta terça-feira, 1º/10, apenas 22 dos 68 investigados são auditores fiscais federais agropecuários. Há ainda 46 investigados que são outros profissionais, muitos deles pagos pelas indústrias.

O Anffa Sindical defende, como sempre defendeu, que todos que cometeram atos ilícitos sejam investigados, condenados e punidos, como já ocorreu com alguns dos auditores e empresários identificados na primeira fase da Carne Fraca. Cobra, porém, que os políticos denunciados, inclusive pelo ex-superintendente pivô da Operação, também sejam investigados.

"O processo de controle da proteína animal no Brasil é um dos mais rigorosos do mundo e, mesmo em meio à crise da Operação Carne Fraca, estamos avançando na fiscalização". Esta é a avaliação de Maurício Porto, que também acredita que há uma campanha em prol do desmantelamento da inspeção federal de produtos de origem animal, talvez até com o objetivo de impedir que novas fraudes sejam detectadas e denunciadas pelos auditores fiscais federais agropecuários.


Sobre os Auditores Fiscais Federais Agropecuários

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Os profissionais são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar para as famílias brasileiras. Atualmente existem 2,5 mil fiscais na ativa, que atuam nas áreas de auditoria e fiscalização, desde a fabricação de insumos, como vacinas, rações, sementes, fertilizantes, agrotóxicos etc., até o produto final, como sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas, produtos vegetais (arroz, feijão, óleos, azeites etc.), laticínios, ovos, méis e carnes. Os profissionais também estão nos campos, nas agroindústrias, nas instituições de pesquisa, nos laboratórios nacionais agropecuários, nos supermercados, nos portos, aeroportos e postos de fronteira, no acompanhamento dos programas agropecuários e nas negociações e relações internacionais do agronegócio. Do campo à mesa, dos pastos aos portos, do agronegócio para o Brasil e para o mundo.

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