24/09/2019 às 16h00min - Atualizada em 09/10/2019 às 00h00min

Especialistas dão dicas de como se preparar para a aposentadoria

Com a perspectiva de aprovação da Reforma da Previdência no Senado, especialistas dão dicas para se preparar para a aposentadoria

DINO
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O momento da aposentadoria é muito buscado por todos os trabalhadores. Afinal, é a fase da vida em que se pode descansar, curtir o patrimônio acumulado durante os anos e viver com mais tranquilidade, em um ritmo não tão acelerado.

No entanto, essa é uma realidade que não tem sido alcançada por muita gente. Atualmente, cerca de 47% dos aposentados ainda trabalham por não conseguirem manter o padrão de vida apenas com o dinheiro da pensão.

Dentre muitos motivos para essa situação, um deles é a falta de um planejamento adequado para o momento da aposentadoria. Especialistas do escritório de advocacia Marly Fagundes & Advogados Associados dão algumas dicas sobre como se preparar melhor para a vida de aposentado.

A primeira grande dica dada é se familiarizar com as novas regras que serão postas em prática quando for finalizada a tramitação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional e for sancionada pelo Governo Federal.

"É importante se acostumar com as novas regras para entender como elas afetarão a aposentadoria de cada um. Para alguns, não haverá diferença. No entanto, para outros, especialmente os mais jovens, o cenário será muito diferente. Por isso, é importante conhecer as novas regras para se preparar adequadamente", explica a especialista consultada.

Existem dois principais pontos que afetam o planejamento para a aposentadoria de qualquer cidadão: a idade mínima para se aposentar e o valor do benefício conquistado.
A Reforma da Previdência propõe o fim da aposentadoria por tempo de contribuição apenas, passando a exigir um tempo mínimo de trabalho mais uma idade mínima.
No caso dos homens, o tempo mínimo são 65 anos e 20 anos de contribuição e, no caso das mulheres, 62 anos com 15 anos de contribuição.

Já no valor do benefício obtido, a mudança está na fórmula que o calcula. A base do cálculo atual considerará a média de todas as contribuições do segurado desde julho de 1994 (a diferença é que a fórmula atual desconsidera as 20% menores).

Além disso, o pagamento será 60% da média obtida e mais 2% por cada ano de contribuição. Para receber a média total, o segurado terá de contribuir por 40 anos.
"Essas duas alterações mudam o planejamento de aposentadoria das pessoas. Além de precisar trabalhar um período maior, é importante ter algumas soluções financeiras extras para compensar o fato de que a média pode diminuir com a inclusão na conta dos 20% menores salários tidos durante a vida", explica a especialista.

Além de entender as mudanças, é necessário começar a adaptar o planejamento de aposentadoria para se adequar às novas regras montadas pelo Governo Federal.

Isso significa, por exemplo, começar a pensar em uma fonte extra de rendimento, conforme explica a advogada do escritório Marly Fagundes & Advogados Associados .
"É essencial que se tenha um planejamento financeiro além dos benefícios do INSS. Por isso, é importante tentar poupar algum dinheiro e investi-lo em outras fontes de renda. Claro que isso não é fácil para a maior parte da população, mas a recompensa vale a pena o esforço", diz a especialista.

Existem diversas opções de investimentos financeiros que podem ajudar a incrementar a renda obtida durante a aposentadoria.
Uma das mais comuns, por exemplo, é o investimento no Tesouro Direto, que são títulos públicos com remuneração oferecida pelo governo.
Para quem prefere investir no setor privado, os CDBs possuem os mesmos parâmetros, mas com remuneração definida pelos bancos com base na flutuação da Inflação ou da Taxa Selic.

Outras boas opções de investimentos são os títulos LCI e LCA, que são lastreados em operações de crédito no mercado imobiliário ou do agronegócio. Uma das grandes vantagens é que eles são isentos de Imposto de Renda.
Para quem quer ser mais agressivo, opções como fundos imobiliários ou investimentos na Bolsa de Valores também podem ajudar a aumentar o patrimônio que será aproveitado durante a aposentadoria.

"As opções são muitas, cada uma para um perfil diferente. O segredo é começar cedo, pois o poder dos juros compostos em ganhos de Renda Fixa, como o Tesouro Direto ou CDB, faz uma grande diferença depois de 30 ou 40 anos", explica a especialista.
Um cálculo simples comprova o que foi dito. Um investimento de R$ 5.000,00 com rendimento de 5% ao ano se transforma em R$ 35.199,94 em 40 anos, sem descontos do Imposto de Renda.

Já se o beneficiado conseguir adicionar mais R$ 5.000,00 anuais durante esses 40 anos, com os juros compostos da mesma aplicação, o valor se transforma em R$ 639.198,80. Certamente será uma boa economia.

"Outra boa dica é aprender que é possível investir na Previdência Privada ao mesmo tempo em que se contribui para a Previdência Pública. Para muitas pessoas, pode ser mais fácil fazer isso do que juntar dinheiro por conta própria", diz a especialista.

Por fim, é importante que as pessoas busquem por um profissional especializado em Direito Previdenciário, especialmente agora, diante de tantas mudanças na Reforma da Previdência.

"Um profissional especializado pode ajudar na orientação do beneficiado a planejar a sua aposentadoria adequadamente, desde o ponto de vista financeiro, até uma projeção de ganhos e quanto tempo será necessário para se aposentar", revela a especialista.



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