11/02/2022 às 17h01min - Atualizada em 12/02/2022 às 00h20min

Empresários expõem impressões otimistas sobre nova regulamentação Forex

Representantes dos setores privado e governamental participaram de webinar organizado pela Brazil-Florida Council Inc.

DINO


Aprovada em dezembro de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro, a nova regulamentação Forex, que simplifica os fluxos de ingresso e saída de dólares do país e abre espaço para que fintechs passem a atuar no mercado de câmbio, foi tema de um webinar promovido, nesta quinta-feira (10), pela Brazil-Florida Council Inc.

O encontro online reuniu um grupo de empresários das mais importantes instituições financeiras do Brasil e trouxe a oportunidade de tratar sobre o impacto dessa nova lei cambial no mercado financeiro e nos negócios internacionais.

Paulo Brancher, sócio da empresa Mattos Filho, foi um dos participantes e explicou que a medida pode causar um impacto ao reduzir custos de transações. Do ponto de vista de comércio e investimentos, Brancher acredita que a mudança "resultará na desburocratização e fazer com que o país seja inserido internacionalmente", alerta.

A vice-presidente da fintech Neon, Larissa Arruy, expôs que essa é uma modernização esperada e necessária pelo próprio Banco Central e que o mercado cambial no Brasil, a atuação, nesse contexto, vem mudando significativamente. "Um contexto em que o mercado de câmbio brasileiro era muito diferente do que é hoje. A gente passa de um arcabouço legal extremamente detalhado que trazia no próprio corpo das leis especificações de como as operações deveriam funcionar para um arcabouço legal muito mais principiológico. Têm dispositivos que trazem muita segurança jurídica em vários aspectos. Potencial transformador para o mercado de câmbio brasileiro", defende.

Na visão de Eduardo Nogueira Liberato, conselheiro do Departamento Cambial e de Regulamentação Prudencial do Banco Central do Brasil, a lei traz o aumento e a segurança jurídica para as operações no exterior. Ele exalta que ela consolida mais de 440 artigos que estão dispersos em mais de 40 dispositivos normativos e que em alguns casos são conflitantes.

Um outro benefício, ainda de acordo com Liberato, é em relação ao financiamento da exportação brasileira. Hoje uma empresa do exterior que importa bens produzidos aqui no Brasil não pode ser financiada por um banco brasileiro. Com a nova lei, as instituições daqui vão poder financiar importadores de mercadorias nacionais fazendo com que os exportadores brasileiros de mercadoria se tornem mais competitivos", reforçou.
A presidente e CEO da Associação Brasileira de Câmbio, Kelly Massaro, concorda com a aprovação da lei e destacou a atuação do Banco Central.

"Tenho certeza que o Banco vai olhar a pujança do mercado, o potencial de crescimento, a prestação de bom serviço e ao mesmo tempo assegurar as ferramentas precisas para a estabilidade do sistema financeiro. Temos uma janela de oportunidade para corrigir as funcionalidades e inserir a economia brasileira no comércio global", destacou.

Roberto Medeiros Paula, diretor do Departamento de Forex do Banco Bradesco acredita numa mudança histórica. "Isso demonstra a responsabilidade que o Banco Central está encarando. Estamos vendo, de maneira positiva, muitas oportunidades. A simplificação e a modernização ajudam no ambiente de negócios", finalizou.

Mais informações pelo site: www.brazilfloridabusiness.com

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