06/05/2022 às 16h31min - Atualizada em 09/05/2022 às 00h10min

Mãe e empresária? Conheça histórias de mulheres que aliam a rotina com os filhos e o papel de gerenciar negócio próprio

Pesquisa da Rede Mulher Empreendedora (RME) mostra que 68% das mulheres que se tornam mães escolhem o empreendedorismo para terem horários flexíveis com os filhos

SALA DA NOTÍCIA Caroline Souza
Divulgação/Divino Fogão
Para celebrar o Dia das Mães, nada melhor que conhecer histórias de mulheres que apostaram no empreendorismo com objetivo de ter horários flexíveis para aliar a maternidade e o lado profissional. Segundo dados da Rede Mulher Empreendedora (RME), 68% da população feminina que se tornou mãe buscou abrir negócios próprios para conciliar a nova rotina. A pesquisa ainda reforça o papel da mulher dentro e fora do mercado de trabalho. Abaixo, veja empresárias de sucesso em diversos segmentos do mercado de franchising que administram as tarefas com os filhos, além de movimentar a economia e a geração de emprego.
 
5àsec
O ano era 1997 quando a mãe de Isabela Schiavinato se tornou uma das primeiras franqueadas da 5àsec no Brasil. Após mais de 20 anos, a empresária passou o bastão da administração da loja, localizada no bairro Cidade Jardim, em São Paulo, para a filha. Desde 2017, Isabela é quem cuida da unidade juntamente com a sócia da mãe. Sua entrada no comando trouxe vigor e atualização para todos os processos da operação. Sempre atenta às mudanças, a filha e atual franqueada está constantemente implantando novos métodos de trabalho no dia a dia da operação, aberta há 24 anos. Hoje, a loja emprega nove funcionários. Assim como acontecia com ela anos atrás, Isabela já nota o interesse de sua filha, Helena, de 10 anos, pelo negócio. Como também está crescendo dentro de uma 5àsec, a pequena pode, no futuro, seguir os passos da avó e da mãe e se tornar a terceira geração de mulher empreendedora da família.

Divino Fogão
Aos 42 anos, Erica Timponi sempre trabalhou no segmento de alimentação. Vinda de uma família que empreendeu em restaurantes, a administradora tinha na veia a paixão pelo Food Service. Após 22 anos dedicados a um negócio de bandeira independente, ela teve a oportunidade de administrar um restaurante do Divino Fogão, em Belo Horizonte, em 2017. Após quatro anos destinados inteiramente à unidade, Erica se tornou mãe da pequena Liz. A empresária desacelerou o ritmo de trabalho para dar mais atenção à filha recém-nascida. Aos poucos, ela foi retomando a rotina normal, mas precisou se adaptar para estar mais presente no dia a dia da filha. O apoio e parceria de David, pai da Liz, também contribuíram para que Erica conseguisse ter mais segurança de voltar ao trabalho.

Água Doce Sabores do Brasil
Para realizar um dos seus sonhos antigos, Sueli Fragoso, de 68 anos, trabalhou por mais de 30 anos como bancária. A chegada da tão sonhada aposentadoria permitiu o investimento em um negócio de alimentação, que proporcionava a realização de um objetivo antigo. “Passei a gostar de cozinhar após me tornar mãe. Queria poder preparar o alimento dos meus filhos de forma saudável. Após me aposentar, percebi que aquele era o momento certo para me aventurar no empreendedorismo, principalmente, no segmento de alimentação. Era frequentadora assídua da Água Doce. A estrutura, pratos e bebidas de qualidade sempre me chamaram a atenção. Não pensei duas vezes em investir em restaurante da franquia. Hoje, meus dois filhos podem experimentar as delícias da Água Doce sendo preparadas dentro do nosso negócio”, comenta Fragoso, que junto com o marido José Eduardo, administram a unidade desde 2007.

Calçados Bibi
A psicóloga de formação Erica Vilaça já era consumidora da Calçados Bibi antes mesmo de pensar em ser uma franqueada da rede. Com o marido empresário, eles decidiram buscar por negócios de franquias para terem mais flexibilidade e tempo com os filhos. A escolha pela rede se deu por conhecer os produtos e pela identificação com a marca que é uma empresa familiar. A abertura da primeira unidade foi realizada há 8 anos em Franca, cidade do interior de São Paulo. Recentemente, Erica e o marido inauguraram a segunda operação na região e se tornaram exclusivos da Bibi no município, ou seja, os produtos da marca só podem ser comercializados nas duas lojas franqueadas que são administradas pelo casal.

Maple Bear
Professora de inglês por muitos anos até ter sua própria escola de idiomas, Alexandra Molon atuava como educadora regular em uma instituição internacional de Belo Horizonte, em Minas Gerais, quando foi enviada para o Canadá para um treinamento em um programa chamado IB (Internacional Baccalareate). Ao ter o conhecimento do método canadense e seu formato de aula, ela se encantou com a metodologia e decidiu se aprofundar na questão. Em 2008, se tornou professora na rede Maple Bear com o objetivo de conhecer e se adequar ao programa que era novo e diferente até então no Brasil. Ali, dentro da operação, a decisão de migrar do mundo das escolas de idiomas para a educação formal bilíngue veio, sobretudo, da vontade de oferecer ao seu filho o melhor modelo de educação. Como o Canadá sempre foi uma referência em ensino, a escolha por abrir uma Maple Bear foi definitiva. Este ano, Alexandra completa 11 anos de operação.

Milon
Médica veterinária, Giovanna Giosti ingressou no Varejo para diversificar seus investimentos. Grávida do primeiro filho, há sete anos ela iniciou a trajetória no segmento de franchising. Franqueada de uma rede de calçados infantis, a empresária de Ponta Grossa, no Paraná, trabalhava em parceria com a Milon, rede de moda infantil, antes mesmo de ser proprietária da unidade. Por ter uma sinergia com seu outro negócio, apostou em ampliar sua atuação no setor infantil, aliando marcas de calçados e vestuário. Para isso, após saber do repasse da operação da marca que faz parte do Grupo Kyly, não pensou duas vezes em investir na loja e se tornar proprietária da rede, em outubro de 2021. Para Giosti, apesar de trabalhar em tempo integral com as operações, ser empreendedora permite ter horários mais flexíveis para acompanhar a rotina dos filhos. Atualmente, a empresária possui três marcas sob sua administração.

Casa do Construtor
Franqueada da Casa do Construtor de Itajaí (SC), desde 2012, Lucia Helena Pereira Accioly, de 69 anos, acredita que para driblar os desafios como esposa, mãe e empreendedora a melhor fórmula é o tripé formado por dedicação, o amor e o profissionalismo. E como família que trabalha unida, permanece unida, ela divide a administração das lojas, sobretudo a nova, em Balneário Piçarras, com a filha Sabrina. “É muito vantajoso tê-la ao meu lado, por conta de sua juventude e adaptabilidade, o que é fundamental neste nicho de negócios que atuamos. Isso sem contar no prazer do convívio diário, que é muito gratificante”, diz Lúcia. Ao prazer da convivência, Sabrina acrescenta um outro fator. “Ao atuar junto com minha mãe, busco aproveitar toda a experiência de vida dela. Nosso convívio é harmonioso e aprendo dia a dia com ela”, finaliza.

iGUi
Elisa Pires Zaccani, de 42 anos, é franqueada da iGUi, em Santa Maria (RS), desde 2008. Por atuar em um segmento majoritariamente masculino, ela revela que lida com os desafios impostos pela profissão e pela maternidade de uma maneira simples. “Penso que neste sentido, mais uma vez, o que nos diferencia é saber escutar até mesmo o silêncio para saber onde devemos focar naquele momento”. E o foco e a atenção na família são ainda maiores porque ela tem como companheira de trabalho sua filha, Ébony, de apenas 15 anos. “Aprendemos muito uma com a outra, mas aproveito a oportunidade para ensiná-la, na prática, a importância de dar valor ao que se tem e que nada cai do céu, mas que com foco e trabalho tudo acontece”. Quanto às vantagens de trabalharem juntas, ela não hesita. “Podemos transmitir aos nossos clientes e parceiros confiança, pois torna-se visível que vamos querer construir uma história digna de sucessão para ela continuar escrevendo”. Já Ébony segue uma linha de raciocínio parecida. “Quando precisar assumir a empresa ou outro negócio já vou ter uma base que foi dada por alguém que quer me ver evoluir e, também, saberei como tocar a empresa e dar continuidade quando precisar”.
 
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