23/05/2022 às 16h28min - Atualizada em 12/06/2022 às 00h10min

OPINIÃO: O IMPACTO DA GUERRA AO MEIO AMBIENTE

A que a união entre todos os países é primordial para a elevação de seus compromissos climáticos. 2022 é o ano coringa para a apresentação dos planos para as emissões líquidas de gases do efeito estufa

SALA DA NOTÍCIA Bianca Rocha
https://falauniversidades.com.br/o-impacto-da-guerra-ao-meio-ambiente/
Guerras e o Meio Ambiente

Com estratégias errôneas, Vladimir Putin também falha com o desenvolvimento sustentável. O presidente russo acredita que está certo sobre a guerra, porém não previu as consequências que as sanções impostas por outros países como Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos podem levar à Rússia.

Por hora, Putin não apresenta grandes preocupações, contudo, é possível presumir que na guerra o líder se encontra solitário, uma vez que seu maior aliado, a China, também não apresenta apreço pela guerra no momento.

Guerra Rússia x Ucrânia traz danos ao meio ambiente

Guerra Rússia x Ucrânia traz danos ao meio ambiente

Guerra Rússia x Ucrânia traz danos ao meio ambiente. | Foto: Freepik.

O CONFLITO RÚSSIA X UCRÂNIA CAUSA SÉRIOS DANOS AO MEIO AMBIENTE

Com o começo de mais um conflito, dessa vez entre Rússia e Ucrânia, Vladimir Putin afeta não só diretamente os civis, mas também o meio ambiente, que já tem problemas de longa data e agora sofre com ações impostas pelo líder na guerra.

Há alguns meses, cientistas afirmaram pela primeira vez na história que somos o motivo do caminho que o mundo percorre no momento, rumo a um futuro onde todos terão que lidar com as consequências do aquecimento global.

A questão é que a união entre todos os países é primordial para a elevação de seus compromissos climáticos. 2022 é o ano coringa para a apresentação dos planos para as emissões líquidas de gases do efeito estufa, a fim de que em 2050 possa chegar a 0.

Segundo o penúltimo relatório publicado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), algo precisa ser feito imediatamente para evitar problemas posteriores ainda piores.

De acordo com o Ministério da Economia, pelo menos 40% dos conflitos internos impactaram a biodiversidade de forma negativa com a exploração de recursos naturais como petróleo e diamantes, prejudicando o desenvolvimento sustentável e questões da saúde humana e animal, isso nos últimos 60 anos.

Em 6 de novembro de 2001, a ONU anunciou o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente na Guerra e Conflitos Armados.

Ainda, é importante salientar que as guerras externas se baseiam em razões econômicas e políticas, mas a maioria é territorial, muitos dos refugiados não entendem porque têm que fugir, mas todos em conjunto têm a mesma opinião, guerras são custosas e prejudiciais em todos os âmbitos da vida, seria correto optar pela paz.

Alguns cenários de guerra lembram o porquê de nos preocuparmos com nosso lar durante um conflito, como os pântanos e poços de petróleo em chamas no Iraque nos anos 90 ou durante a guerra do Vietnã (entre 1961 e 1971) quando o  famoso produto químico Agente Laranja foi espalhado em florestas para privar os guerrilheiros vietnamitas de ataques contra as tropas estadunidenses.

Atualmente na Ucrânia, as forças russas conseguiram o poder do local onde está localizada a usina nuclear de Zaporizhzhya. Na sexta-feira (11), engenheiros da Rússia foram enviados para realizarem medição da radiação no local que foi afetado por bombas anteriormente.

O lugar administrado pela Rosatom indicou que o funcionamento da central da usina em Chernobyl, que também foi ocupada pelos russos, é assegurado pelos ucranianos, entretanto, a Ucrânia já havia dito que a radiação no local apresentou um aumento considerável. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) da ONU minimizou qualquer risco que possa ocorrer no momento, mas afirmou que a Ucrânia perdeu todas as comunicações com Chernobyl.

O novo documento do IPCC divulgado há algumas semanas indica que a humanidade já está ameaçada pelo clima, o risco do aquecimento climático é real e inevitável uma vez que nos próximos 20 anos teremos aquecimento de 1,5°C e quase metade da população do planeta, 3,3 bilhões a 3,6 bilhões de pessoas, vivendo em constante vulnerabilidade ​​às mudanças climáticas. Os riscos de doenças também se mostram altos.

O NEGACIONISMO CLIMÁTICO

No Brasil, um dos países responsáveis pelo aquecimento do planeta, as mudanças são drásticas, as queimadas na Amazônia estão mais amplas, o que parece normal para o presidente do país, Jair Bolsonaro, porém, segundo o relatório, estamos a passos largos para o aquecimento global. O Brasil já havia apresentado ata de comprometimento ao desmatamento ilegal zero até 2028 e redução dos gases do efeito estufa até 50% em 2030. 

O negacionismo tem se tornado um tema amplamente discutido e uma retórica bastante usada nos últimos dois anos, o negacionismo climático parecia não existir até uma onda de negação sobre o aquecimento global ser quase tomada por opinadores na internet.

O momento grita por mudanças drásticas mundiais que nunca foram tão solicitadas por defensores do meio ambiente. A erradicação do clima, além de imposta por empresas, também é imposta por hábitos de toda a humanidade. Os planos apresentados em ata pelo país têm sido vistos com ceticismo por líderes que alertam acreditarem em ações que possam ver e não apenas ouvir.

É importante que haja o aprimoramento e desenvolvimento de pautas envoltas de conflitos armados, exploração de recursos naturais, reconhecimento dos malefícios das guerras ao que concerne ao meio ambiente e discussões envolvendo a criação de proteção ao desenvolvimento ambiental.

É notório que mais do que discussões apresentadas, são necessárias soluções eficazes e imediatas. É certo ressaltar que conflitos armados têm custos elevados, tanto monetariamente, como em sociedade. A guerra traz sérios danos ao meio ambiente.


Link
Notícias Relacionadas »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp