08/08/2022 às 16h22min - Atualizada em 09/08/2022 às 00h02min

Mulheres ganham 24% menos no setor da saúde

Ações ESG, como políticas de governança e transparência objetivas, ajudam na mitigação de discrepâncias salariais entre homens e mulheres

DINO
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LAQI


A diferença salarial bruta entre homens e mulheres no setor da saúde, em um nível global, é de aproximadamente 20%, conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com base em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa disparidade sobe para 24% quando considerados fatores como idade, educação e tempo de trabalho. 

A OIT enfatiza que, no setor da saúde, 67% dos funcionários são mulheres e destaca que os salários tendem, de forma geral, a ser menores, quando comparados com outros campos da economia. Ainda de acordo com a Organização, tais diferenças são apenas uma parte do problema, visto que medidas precisam ser tomadas também nas condições de trabalho, especialmente em processo de retomada econômica pós-pandemia.

À vista disso, ao citar o mercado de trabalho na América Latina e Caribe, a OIT elenca que, dos 23,6 milhões de vagas de mulheres perdidas no pior momento da crise, no segundo trimestre de 2020, cerca de 4,2 milhões ainda não tinham sido recuperadas até o fim de 2021. Por sua vez, no caso dos homens, os 26 milhões de postos perdidos naquela época já tinham sido quase totalmente recuperados.

A informalidade também influenciou nas comparações, dado que o impacto foi maior no emprego informal e nas micro, pequenas e médias empresas, onde, segundo a OIT, predomina o emprego feminino. Um exemplo é a atividade doméstica, em que 91% dos colaboradores são mulheres e 72% estão na informalidade.

Com base nisso, o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, enfatiza, relacionando os diferentes setores, a importância da implementação de políticas de governança e transparência objetivas, que integram as ações ESG, sigla para Environmental, Social and Governance. Para tanto, ele destaca a necessidade de investimentos em treinamentos, valorização e incorporação da diversidade, visto que, de acordo com a OIT, as empresas com maior diversidade em suas equipes executivas têm 33% mais propensão à rentabilidade

“O mundo empresarial passa por uma ampla mudança. Se antes uma corporação visava apenas à lucratividade, hoje, sua atuação junto à sociedade e aos diferentes grupos é bem mais ampla, uma vez que é avaliada constantemente por seus stakeholders. Nisso, as ações ESG, como as que implementam cooperação no ambiente no trabalho, valorização do funcionário, com treinamentos, preparações e bonificações, e a diversidade, são caminhos para que líderes estejam cada vez mais atentos a possíveis casos de desvalorização ou desigualdade”, conclui.



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