CIDADE NO AR Publicidade 728x90
03/05/2023 às 16h08min - Atualizada em 04/05/2023 às 00h04min

NONADA ZN | fragmento I: vento pórtico - Projeto Fábrica

investigar o vazio como significante, o vento como condutor de sentidos, a arte como instrumento de comunicação

SALA DA NOTÍCIA Silvia Balady
divulgação
NONADA ZN, abriga a mostra coletiva fragmento I: vento pórtico, com os artistas Iah Bahia, Loren Minzú, Siwaju Lima, sob curadoria de Clarissa Diniz, com aproximadamente 32 trabalhos entre esculturas, instalações, gravuras, vídeos e objetos, inéditos ou não, uma rara exposição de processo, com abertura no próximo dia 6 de maio.
O projeto idealizado pela curadora, dividido em duas etapas, surge do desejo de reavivar um centro de produção na Penha, e reativar sua vocação criadora que, no passado, era preenchido por muitos saberes, memórias e trabalho.
Em seu primeiro movimento – “fragmento I: vento pórtico” – a curadora ocupou os espaços desde o mês de março, com os artistas em atividades criativas desenvolvendo seus experimentos e poéticas, “realizando investigações site specific e partilhando seus saberes e desejos num processo coletivo de criação, crítica e interlocução”, relata Clarissa Diniz. As pesquisas in loco foram focadas em torno dos imaginários, políticas e formas do vento, do movimento, do vazio, do oco, do avesso. Nesse primeiro instante, tem-se uma singular ocasião de acesso não só a obras geradas a partir dessa imersão mas também ser apresentado a resultados que Iah Bahia, Loren Minzú e Siwaju Lima produziram através as contaminações e convergências espontâneas advindas da convivência entre si e com o espaço e suas histórias e a forma como foram compartilhadas.
A costura de artistas impares em uma mesma pesquisa apresentou-se como uma promessa onde os resultados impossibilitaram qualquer antevisão. Iah Bahia desenvolve obras com variadas formas e materialidades em artes experimentais, processuais e abstracionais. Possui sua prática-pesquisa a partir de observações e experimentações interdisciplinares conjunta a matéria-tecido, matéria-lixo e de outros elementos substanciais coletados no território urbanizado. Destaca as tensões do espaço habitado, e convoca o rearranjo dos efeitos do ecocídio em uma nova visualidade no mundo, como o conhecemos. Loren Minzú, em sua prática, investiga a produção de imagens ligadas a noções temporais, espaciais e corporais, com base em ficções acerca dos sistemas perceptivos e comunicativos em relações interespecíficas. Interessado nos processo fenomenológicos que compõem o mundo visível e sensível, o artista observa e joga com a luminosidade e a escuridão que emanam de corpos terráqueos e cósmicos, para compor cenas audiovisuais, instalações e esculturas com vegetais, minerais, elementos matéricos e artefatos. Por outro lado, Siwaju Lima investiga a relação do tempo com diferentes ecologias por meio do reaproveitamento de peças de ferro doadas ou encontradas. Seus trabalhos estabelecem uma relação íntima e direta com a escultura fundida, e as possíveis relações entre a matéria e os símbolos que incorpora, entre o objeto e seu entorno, entre corpo escultórico e o espaço, e entre a obra e nossos corpos, sempre numa dimensão temporal em espiral e em expansão.
Em um segundo momento, “fragmentos II”, tem como fio condutor as ideias de armadilha, defesa, feitiço, armadura.
Aglutinadas em Fragmentos I e II, as pesquisas de Siwaju, Iah e Loren harmonizam um estimulante cenário da produção recente da arte brasileira que atua com materiais como o papel, o ferro, a madeira ou a cerâmica.

“Não estamos diante de projetos estéticos extrativistas no seio dos quais as matérias são instrumentalizadas como recursos a serem apropriados por mãos e gestos autoritários. Ao contrário, Vento Pórtico desdobra-se em exercícios poéticos cuja ética implica em dobrar, acariciar, oxidar ou tocar materialidades como a corpos cúmplices com os quais compartilhamos segredos, saberes, desejos e pragas.”    Clarissa Diniz

Exposição: fragmento I: vento pórtico
Artistas: Iah Bahia, Loren Minzú, Siwaju Lima
Curadoria: Clarissa Diniz
Abertura: 06 de maio – sábado – das 11 às 17hs
Período: de 11 de maio a 11 de junho de 2023
Local: NONADA ZN - @nonada_nada
Endereço: Rua Conde de Agrolongo, 677, Penha, RJ
Dias e Horários de funcionamento: quinta e sexta, das 12h às 17h || sábado, das 11h às 15h
Número de Obras: 32
Técnicas: pintura, escultura, desenho, fotografia, objetos, instalação
Dimensões: variadas

Imprensa NONADA
São Paulo - Silvia Balady - (11) 99117.7324 | [email protected]
Rio de Janeiro – Flavia Tenorio – (21) 99348.9189 | [email protected]
 
Link
Notícias Relacionadas »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp