27/03/2019 às 16h59min - Atualizada em 27/03/2019 às 22h51min

Site monitora 10 medicamentos mais procurados pelos consumidores brasileiros antes do reajuste de preços

Medicamentos devem ficar 4,5% mais caros: especialista dá dicas para economizar na “semana pré-alta”

DINO - http://www.consultaremédios.com.br
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Banner da campanha da semana pré-alta dos medicamentos


A partir da próxima segunda-feira (1º de abril), os medicamentos vendidos nas farmácias brasileiras devem ter um aumento de 4,5% em função do reajuste do PMC (Preço Máximo ao Consumidor), que é determinado anualmente pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e leva em conta a inflação do período.


Para este ano, a expectativa é que os fármacos cheguem a valores 4,46% mais altos. Comparado aos anos anteriores, o reajuste pode ser considerado baixo — em 2016, os preços subiram até 12,5%.

Nas farmácias e drogarias, os novos preços devem ser fixados aos poucos, a medida em que os estoques vão sendo substituídos. A recomendação dos especialistas, no entanto, é aproveitar a semana que antecede o reajuste para adquirir os medicamentos, especialmente os de uso crônico. 

“Quem faz uso crônico dos medicamentos pode antecipar as compras e adiar o impacto no bolso. É possível driblar o aumento até mesmo se o remédio exige receita, como é o caso dos antidepressivos. Para isso, basta conversar com o médico responsável e adiantar a prescrição”, explica Paulo Vion, executivo da plataforma Consulta Remédios, ferramenta que faz a comparação de preços de medicamentos na internet.

 

pesquisa de preços é fundamental. Mesmo medicamentos do mesmo fabricante podem ser encontrados em diferentes farmácias com diferenças de preço que podem chegar a 900%. “Se uma farmácia estiver vendendo o produto pelo preço máximo permitido, o consumidor poderá encontrar em uma loja concorrente o mesmo produto por menos da metade do preço, basta se organizar e consultar os comparadores de preços disponíveis na internet”, alerta Vion.


Outra dica para tentar diminuir os efeitos do reajuste no orçamento doméstico é optar pelos medicamentos genéricos, que apresentam o mesmo princípio ativo, dose e indicação terapêutica do medicamento referência (aquele que possui marca). Ou seja, no geral, eles terão a mesma eficácia. Ao comprar este tipo de fármaco, a economia pode ser de até 35%. “O médico saberá indicar se é possível fazer a troca pelo genérico”, afirma o executivo.

 

Atenção ao PMC

O chamado Preço Máximo ao Consumidor, ou PMC, é um limite de preço para a maioria dos medicamentos.

Isso quer dizer que as farmácias e drogarias não podem cobrar mais do que o PMC determinado pela CMED (o mesmo órgão que define o reajuste anual).

Para saber qual é esse valor, o consumidor deve consultar o site da ANVISA, que disponibiliza uma lista atualizada dos medicamentos todos os meses. Ao se deparar com qualquer irregularidade, ele pode denunciar o caso à ANVISA.

 

Medicamentos mais procurados nas farmácias on-line na Semana da Pré-Alta

BRASIL

   

Página

Tipo de medicamento

Preço mín > preço máx

Diferença

Saxenda

emagrecimento

R$ 519,00 > R$ 747,86

44%

Viagra

disfunção erétil

R$ 65,35 > R$ 93,43

42,9%

Victoza

diabetes tipo 2

R$ 346,00 > R$ 498,88

44,1%

Mirena

contraceptivo

R$ 765,09 > R$ 1.100,00

43,7%

Xarelto

anticoagulante

R$ 168,89 > R$ 270,40

60,1%

Jardiance*

diabetes tipo 2

R$ 108,99 > R$ 227,07

108.3%

Annita comprimido

infecções

R$ 59,00 > R$ 77,63

31,57%

Forxiga

emagrecimento

R$ 112,15 > R$ 164,11

46,3%

Angeliq

reposição hormonal

R$ 72,63 > R$ 99,48

36,9%

Lakesia

antimicótico

R$ 31,41 > R$ 42,83

36,3%

Remeron-Soltab

antidepressivo

R$ 85,00 > R$ 86,18

1,3%

* maior diferença percentual de preço

FONTE: Plataforma Consulta Remédios (www.consultaremedios.com.br) Preços levantados nas praças de SP, RJ, MG, BA, ES, PR, SC, RS, GO, MS, MT, CE no período de 24 a 27 de março de 2019

 

 

 



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