24/04/2020 às 15h36min - Atualizada em 25/04/2020 às 03h12min

Novas Orientações sobre os Tratamentos de Reprodução Assistida durante a Pandemia

Sociedades Brasileira (SBRA) e Latino Americana (REDELARA) atualizaram recentemente as indicações em que os tratamentos precisam continuar

DINO
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Na última quarta-feira, dia 15, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e a Red Latinoamericana de Reprodución Asistida (REDELARA), emitiram uma nota relacionada aos tratamentos de reprodução assistida durante o período da pandemia do novo coronavírus. O documento reafirma as orientações anteriores, emitidas em 21 de março, para a suspensão de novos procedimentos, mas traz novas recomendações que devem ser observadas e individualizadas de acordo com a necessidade do paciente.

Segundo a Presidente da SBRA, Dr.ª Hitomi Miura, "a literatura médica não identificou, até o momento, a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino. Também não há evidências a respeito das repercussões da covid-19 sobre a gestação inicial e não há comprovação nas evidências científicas quanto à possibilidade de transmissão vertical - isto é, da mãe para o bebê". Nesse sentido, o novo posicionamento das Sociedades, considera os cenários de pandemia diferentes em países regiões e cidades, além das incertezas, quanto ao período claro de extensão desta crise, que reflete em algumas situações específicas da infertilidade, definida como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS), aliadas a um posicionamento em relação ao direito dos pacientes, ou seja, à sua autonomia.

Para a Presidente da REDELARA Dr.ª Maria do Carmo Borges, diretora clínica da Fertipraxis, "além do que já foi anteriormente enunciado, em relação aos pacientes oncológicos, por exemplo, que necessitam com urgência da preservação de seus gametas, procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia, chama a atenção para as situações em que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida possa causar maior dano ao paciente, ou até infertilidade irreversível, seja pela idade ou comprometimento da reserva ovariana", explica a médica.

As entidades ressaltam também, que as medidas têm como base evidências científicas observadas até o momento e que, portanto, poderão ser modificadas conforme as atualizações que surjam a partir de novas constatações. O documento também aponta pontos a serem considerados que devem ser analisados pelos profissionais de reprodução assistida: as decisões de situações individualizadas com clareza junto aos pacientes, elaboração do consentimento informado específico e justificativa para o procedimento, normas de segurança e bom-senso, observando recomendações governamentais e particularidades locais.

Por fim, as instituições comunicam que seguem acompanhando de perto as informações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e toda comunidade científica para continuar orientando médicos, seus pacientes e toda a sociedade.



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