08/05/2020 às 15h03min - Atualizada em 08/05/2020 às 15h33min

Do palco para a internet, lives indicam uma nova era da música no mundo

A quarentena mudou a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. E com shows e eventos cancelados, o setor artístico descobriu uma nova forma de ter renda: as lives transmitidas pela internet.

DINO
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Cada vez mais presentes, as apresentações ao vivo têm tomado conta das redes sociais. Seja no Instagram ou no YouTube, as performances vão, das mais simples, a produções de alta qualidade. As lives se apresentam como um novo formato de show, que se consolida em tempos de confinamento para aproveitar sem sair de casa. Desde o mês de abril, uma série de lives musicais chega a milhões de acessos e alcança números cada vez mais altos.

O gênero — que não atraía o grande público e mantinha números singelos — conquistou o mercado fonográfico.

Há um mês atrás, uma live era pouco mais do que um artista cantando em frente à câmera de seu computador ou celular, em pequenos eventos entre amigos. O acompanhamento costumava ser um único instrumento acústico ou um arranjo pré-gravado, tocando em playback.

Os pioneiros a levar entretenimento para a casa das pessoas foram os cantores internacionais John Legend e Chrissy Teigen, que gravaram uma apresentação em casa e fizeram a transmissão online. Ao vivo, milhares de fãs puderam ver um show exclusivo através de uma live no Instagram, que foi previamente avisada pelo Twitter dos artistas. A transmissão ao vivo chegou a ter 118.000 espectadores ao mesmo tempo.

O Brasil não ficou de fora, e o que se viu de lá pra cá foi uma colossal curva evolutiva. As performances intimistas deram lugar a produções elaboradas, câmeras profissionais, drones e patrocínio de marcas famosas. Carregando consigo marcas, ações sociais e, ao mesmo tempo, mantendo o clima espontâneo do início.

Disponíveis no YouTube, algumas atrações ultrapassam os cem milhões de visualizações. Mostrando que antes, durante e depois as lives viraram uma grande oportunidade de marketing para músicos e também para marcas.

Além do baixo custo, se comparado aos shows, a live ainda tem um poder de penetração extremamente significativo. Celulares, televisões e notebooks acessam sem esforço as apresentações na rede mundial, na hora em que elas acontecem.

De acordo com Eriton Bezerra, CEO da Editora New Music Digital "As lives vieram para ficar e já provaram seu poder de mobilização e também o de faturamento. Colocando artistas de todos os gêneros em um espaço, democrático e acessível. Fãs de todos os cantos têm oportunidade de ver um pouco mais de seus artistas preferidos, ouvir lançamentos e relembrar grandes momentos, enquanto interagem com o público."



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