11/05/2020 às 12h20min - Atualizada em 11/05/2020 às 13h33min

Carência no pagamento e juros baixos facilitam aquisição de imóvel durante a pandemia

Banco estatal mantém medidas para aquecer setor imobiliário; valor 5% de entrada no financiamento segue valendo. Leilão pode ser opção ainda melhor para quem quer economizar e fechar um bom negócio.

DINO
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Na contramão da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, o setor imobiliário no Brasil está buscando meios para se manter aquecido. Medidas para este fim, em partes, já existiam para fomentar a retomada do segmento imobiliário, que desde 2015 vinha desacelerando, e outras foram tomadas recentemente para reforçar esse objetivo, como o caso do adiamento de parcelas do financiamento.

A carência de seis meses oferecida pelo principal banco do setor imobiliário, que é a Caixa Econômica, entidade financeira que lidera no Brasil o ranking de financiamentos de imóveis, vem atraindo cada vez mais compradores. A vantagem não é só para quem deseja sair do aluguel e quer ter um imóvel próprio, mas também é para o investidor.

Outro ponto que promete facilitar as negociações é a queda no valor dos imóveis. Adonias Reis, corretor imobiliário, lembra que esse é um fator importante para quem já vinha tentando comprar um imóvel, mas não consegui efetuar a compra. "Mesmo com imóveis de valores mais acessíveis, muitas pessoas buscavam uma negociação melhor, queriam economizar na compra para realizar outros investimentos, como o de melhoria no próprio bem. Agora, por conta da crise, podemos dizer que os proprietários estarão mais dispostos a isso, bem como os interessados em comprar também. Afinal, não sabem quando poderão encontrar bons preços novamente e a tendência é de alta com a retomada da economia nos próximos anos.”

Ícaro Torquato, da FCA Imóveis, concorda que há oportunidades únicas surgindo com a crise. “Ao contrário da locação, onde o consumidor precisará pagar, não havendo uma suspensão total do valor do aluguel, a compra do imóvel proporciona um respiro de seis meses no bolso do consumidor. Ou seja, quem pode comprar, vai poder usufruir dessas medidas na prática e passar pela crise com uma conquista tão importante que é a casa própria”.

As vantagens de comprar imóvel na pandemia

De acordo com os especialistas citados, agora pode ser um momento decisivo para muitas famílias, principalmente aquelas que estavam esperando para adquirir o imóvel ou que não tinham conseguido antes da crise por conta da entrada ou juros do financiamento. Eles são unânimes e apontam as vantagens diante da pandemia:

Juros baixos

É fato que a economia vai sofrer ainda mais após o coronavírus e por isso as medidas de vários bancos, como da Caixa Econômica Federal, podem barrar prejuízos maiores para nosso sistema econômico. Os juros acessíveis da Caixa ainda entra nesta lista de medidas para atrair mais compradores e, consequentemente, novos negócios. Hoje, o banco estatal trabalha em média com juros de 2,95% a 4,95% ao ano, bem abaixo de outros bancos privados, que atuam em média com taxa acima de 6% ao ano. Para Ícaro, isso reforça ainda mais a questão da oportunidade na crise. “A tendência é que a Caixa mantenha esses juros ou faça alterações, tendo em vista que a Taxa Selic, por exemplo, também está caindo. Ou seja, o momento pode até ser de incerteza, mas é certo que medidas virão do governo para que a economia sofra o menos impossível”.

 

Entrada facilitada

A Caixa já adotava algumas medidas para fomentar o ramo imobiliário e elas continuam valendo mesmo na pandemia, que é o caso da porcentagem de apenas 5% de entrada do valor do imóvel. O índice está bem abaixo do que é praticado pelos bancos privados, que varia de 20% a 30% de entrada da casa ou apartamento.


Adiamento de parcelas

Outra medida que o banco estatal tomou, e que deve ainda mais facilitar a vida de quem quer ter o imóvel próprio e sair do aluguel, é o adiamento das parcelas. Ou seja, quem comprar o imóvel financiado agora, deve começar a pagar só daqui 6 meses.

Ainda é possível dizer que algumas facilidades seguem disponíveis para quem compra imóvel com a Caixa Econômica Federal, como o uso do FGTS. "O FGTS é um tipo de recurso que sempre permitiu ao trabalhador a adquirir um imóvel, pois o fundo ia se acumulando com o tempo de trabalho e só em momentos específicos podia ser usado, como o no caso da compra do imóvel. Agora, com negociações entre trabalhadores e empresários, o uso desse recurso pode ser um caminho para quem deseja sair do aluguel, por exemplo", explica Adonias.

Leilão da Caixa pode ainda ser mais vantajoso 

As medidas citadas podem ser ainda mais vantajosas se o comprador optar por fechar negócio com imóveis de leilão. Casas, apartamentos, sítios e terrenos podem ser encontrados com descontos de até 90%. Ou seja, é possível comprar um imóvel de leilão, financiar, dar apenas os 5% de entrada e ainda adiar o pagamento de parcelas.

Os especialistas lembram que é preciso buscar analisar as oportunidades para fechar bons negócios e aproveitar todas essas vantagens. “Busque imobiliárias sérias que atuam há anos no setor. Além de contar com a experiência delas, você vai ter certeza de que estará fazendo um negócio seguro no meio da crise”, conclui Ícaro.



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