14/05/2020 às 16h06min - Atualizada em 15/05/2020 às 00h03min

Investidores adiam planos e buscam novos modelos, mas não desistem de franquias, mostra pesquisa

Apenas 4% dos investidores afirmaram ter desistido completamente de abrir uma franquia. Negócios home based e franquias virtuais devem receber maior atenção.

DINO
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Embora tenham adiado o prazo para tomar uma decisão e estejam mais interessados em modelos mais enxutos, os investidores brasileiros não desistiram do sonho de empreender através do franchising.

É o que revela a pesquisa Impacto do coronavírus nos investimentos de franquias, promovida pelo portal Guia Franquias de Sucesso.

O levantamento mostrou que 77% dos participantes mudaram seus planos de investimento por conta do coronavírus, mas apenas 4% não pretendem mais abrir uma franquia.

Entre aqueles que seguem interessados no franchising, a maioria acredita que é uma questão de tempo para abrir o negócio: 54,8% decidiram esperar mais para investir, mas ainda querem se tornar franqueados.

Porém, o momento ideal para os candidatos retomarem as negociações com as redes de franquias ainda é incerto.

Cerca de 46,8% dos respondentes adiaram suas escolhas para um período de 6 a 12 meses, enquanto 36,7% acreditam que um prazo de 3 e 6 meses seja suficiente. Apenas 13,9% afirmaram que vão investir em franquias só daqui a 12 meses.

E para fechar negócio, os entrevistados esperam que as marcas tomem algumas atitudes durante a crise.

De acordo com o estudo, 77,7% acham que as franqueadoras deveriam reduzir os valores de investimento por conta da pandemia; 61,8% querem ver o desenvolvimento de novas estratégias de vendas para manter o faturamento em dia e 58,3% acreditam que as marcas devem flexibilizar as condições de pagamento para os franqueados.

Serviços estarão em alta no pós-crise

A pesquisa também apontou que alguns setores do franchising podem ser menos interessantes para os novos franqueados no "novo normal" (o momento depois da quarentena).

8 em cada 10 investidores apontam as franquias de turismo e viagens como as menos atrativas no pós-coronavírus. Franquias de brinquedos e diversões (54,7%), móveis e decorações (51,3%) e roupas e calçados (44,3%) também aparecem na lista dos setores vistos como mais arriscados.

Lojas virtuais e franquias home based serão modelos preferidos

A Covid-19 também fez alguns candidatos a franqueados perceberem que certos modelos de negócio se adaptam melhor às adversidades do que outros.

Com isso, os interessados também devem buscar formatos de franquias mais flexíveis e enxutos quando retomarem os investimentos.

Segundo o estudo do Guia, antes da pandemia, os modelos favoritos eram as franquias de loja física (59,4%) e a prestação de serviços presencial (37%). No pós-coronavírus, porém, os novos franqueados estão mais inclinados a abrir franquias de loja virtual (57,1%) e negócios home based (45%).

O delivery também deve ganhar maior destaque no franchising. Antes, apenas 12,5% dos entrevistados abriria uma franquia de entregas. Agora, 30% já considera o delivery como uma opção interessante para ter uma franquia.

A pesquisa Impacto do coronavírus nos investimentos de franquias entrevistou 144 investidores entre 30 de abril e 6 de maio de 2020 e está disponível gratuitamente para download.

Sobre o Guia Franquias de Sucesso

Lançado em 2016, o Guia Franquias de Sucesso é um portal independente que conecta potenciais investidores a marcas que buscam candidatos para sua expansão.



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