08/06/2020 às 16h50min - Atualizada em 08/06/2020 às 17h12min

Com quarentena e trabalho em home office, quase metade de (dos) celulares corporativos baixaram aplicativos de jogos

Pesquisa feita pela Navita entre seus clientes aponta que aparelhos também foram utilizados para assistir filmes em streaming, o segundo maior “desvio de finalidade”

DINO


A adoção do isolamento social contra a pandemia provocada pelo novo coronavírus acabou por impulsionar a disseminação do trabalho remoto. Agora, um levantamento realizado pela Navita, líder em serviços gerenciados de mobilidade, TI e telecom, entre seus clientes apurou desvios de finalidade no uso de celulares corporativos. De acordo com a empresa, em 46,54% dos aparelhos foram baixados jogos, 13,89% foram utilizados para assistir a filmes em streaming e 8,99% receberam aplicativos de produtividade.

A Navita está presente em 300 mil companhias de diversos setores espalhadas por 25 países com a sua plataforma Navita Connect, gerenciando mais de 1 milhão de dispositivos. Os celulares corporativos normalmente são utilizados por equipes de campo, como as de vendedores, e que agora permanecem em casa. Para Wally Niz, Diretor de Marketing e Vendas da Navita, os trabalhadores podem estar mais ociosos e estão deixando os aparelhos com os filhos, o que explicaria o índice de jogos baixados e também o de streaming.

Normalmente, ao contratarem a Navita, os clientes já instalam ferramentas que impedem downloads indevidos nos celulares. "Mas nem todos. Agora, em época de pandemia e quarentena, estamos sendo chamados a fazê-lo. "

No levantamento, Wally chama a atenção para o fato de os aplicativos de produtividade estarem em alta. Ficaram em terceiro lugar, tendo sido baixados em 8,99% dos aparelhos. "As pessoas estão com medo de perder o emprego (receosas pela instabilidade do mercado) e estão trabalhando mais por estarem um pouco mais ociosas em casa. E esses aplicativos podem ajudá-las a melhorar a própria performance", diz.

Em quarto lugar, estão aplicativos de comunicação, em 7,39%. Em quinto lugar, estão aplicativos de e-learning. "São pessoas que estão querendo aprender alguma coisa durante esse tempo ocioso", afirma Niz. Ou seja, aproveitam o período para se aperfeiçoarem, investindo em cursos - talvez até pensando na fase pós-pandemia.

Aplicativos de compras e entregas também foram baixados, justamente porque as pessoas estão em casa, com restrições de circularem. Em sétimo lugar, estão os aplicativos de redes sociais.

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