08/06/2020 às 16h51min - Atualizada em 09/06/2020 às 00h33min

Biohacking: tendência popular no Vale do Silício chega ao Brasil buscando "máxima performance física e mental"

Nem carros autônomos, nem inteligência artificial: a tendência que conquistou o Vale do Silício este ano foi o biohacking

DINO
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Nem carros autônomos, nem inteligência artificial: a tendência que conquistou o Vale do Silício este ano foi o biohacking, e ela já conta com adeptos no Brasil. Trata-se de uma série de práticas que incluem usar óculos amarelos, tomar banho gelado e vestir dispositivos eletrônicos para monitorar o próprio corpo, buscando alcançar a máxima performance física e mental.

Um dos entusiastas do movimento no Brasil é o médico João Vitor Nassaralla, que é biohacker há seis anos. Ele diz que biohacking não é tão complicado quanto parece, podendo ser praticado por qualquer um que busca ter mais controle sobre seu organismo. “Biohacking é manipular o próprio corpo e o ambiente ao nosso redor para otimizar a saúde. Isso envolve tudo que afeta nossa biologia: aquilo que você come, o ar que você respira, os produtos que você utiliza, o horário em que você se alimenta, seus hábitos de sono e muitas outras variáveis da nossa rotina”.

Apesar de médico, ele acredita que todos deveriam ser biohackers, já que cada um pode ter mais autonomia para conduzir a própria saúde. “Muita gente acha que biohacking envolve colocar chips embaixo da pele, manipulação genética ou fazer experiências injetando substâncias estranhas no corpo. Isso não é biohacking, mas sim transumanismo, uma prática mais arriscada e que só deve ser feita sob orientação médica”.

Os biohacks favoritos do doutor são tomar banho gelado, usar óculos amarelos à noite, escutar sons binaurais e, eventualmente, usar suplementos ou nootrópicos. “Biohacking é simular o ambiente natural em um mundo que é totalmente artificial. O mundo moderno é muito diferente do mundo onde o ser humano evoluiu, nosso corpo não consegue ter saúde em ambientes onde poluição, alimentos industrializados, luz artificial, estresse e toxinas estão muito mais presentes”.

Cada biohack tem uma justificativa científica. Lentes amarelas, por exemplo, bloqueiam a luz artificial que destrói a melatonina, hormônio essencial para um sono reparador. Já o jejum estimula a autofagia, que é uma espécie de reciclagem que o corpo humano faz naturalmente

Dr. João Vitor diz que a experimentação é a essência do biohacking. “Como cada pessoa tem uma individualidade biológica, cada um deve testar quais biohacks são mais adequados para sua realidade”.

Tiago Pereiras é outro pioneiro do biohacking no Brasil, e desde 2015 ensina executivos e empreendedores a otimizar sua saúde para alcançar a produtividade máxima. “O corpo humano é a maior plataforma de inovação tecnológica, e as startups já perceberam isso”. Em janeiro deste ano, a consultoria americana CB Insights listou o biohacking como tendência para os próximos anos no Vale do Silício.

“Sou fã dos wearables, dispositivos como relógios, anéis ou monitores de glicemia que estão constantemente colhendo dados sobre o funcionamento do nosso corpo. Porque só podemos otimizar aquilo que conseguimos medir”, completa Tiago, que já palestrou sobre o tema na Campus Party Brasil.

Seja para estimular a longevidade ou para viver com mais energia, o biohacking chegou para ficar. “Biohacking é empoderar as pessoas para que cada um possa cuidar da saúde de forma personalizada, sem ficar preso a esta ou aquela receita de bolo”, finaliza o Dr. João Vitor.

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