18/06/2020 às 08h23min - Atualizada em 19/06/2020 às 02h33min

Quarentena e agora? Cinco dicas para otimizar a carteira de investimentos

O país, que dava sinais claros de recuperação, voltou a sofrer com as incertezas econômicas, movidas pela disparada do dólar e pela queda na bolsa de valores

DINO


A pandemia de COVID-19, que chegou ao país no fim de fevereiro e começou a crescer a partir de março, trouxe incertezas não apenas na sociedade civil e na saúde, mas também na economia. O país, que dava sinais claros de recuperação, voltou a sofrer com as incertezas econômicas, movidas pela disparada do dólar e pela queda na bolsa de valores. Nesse período, muitos investidores tiveram o patrimônio desvalorizado, mas outros souberam se adaptar às transformações e conseguiram encontrar ativos atrativos para a carteira. Em cenários de crise, é possível encontrar boas oportunidades de investimentos. Veja cinco dicas:

1 - Ter ciência da volatilidade dos ativos de risco

De 2016 a 2020, os brasileiros viram um cenário muito favorável para a renda variável com a constante alta da Bolsa e queda na taxa de juros. Dessa forma, muitos optaram por investir em ações e fundos imobiliários pela primeira vez. A questão é que nem todos tinham conhecimento dos riscos que esses ativos possuem, o que fez muitos se desiludirem e se desesperarem com as quedas dos mercados. Portanto, tenha sempre em mente: retornos financeiros maiores sempre acarretam em maiores riscos! O importante é ter visão de longo prazo, se planejar e diversificar a carteira de acordo com o cenário do mercado e perfil de investidor.

2 - Sempre diversificar a carteira

O bom planejamento para ter uma carteira adequada (ou até para reduzir os impactos negativos) passa pela diversificação dos investimentos. A velha máxima sempre é válida: "nunca coloque todos os ovos na mesma cesta". Ao concentrar grande parte do patrimônio em um único investimento, o risco é muito superior do que dividir o dinheiro em ativos de diferentes categorias e descorrelacionados. Tenha uma parcela em renda fixa, como fundos DI simples para reserva de emergência, títulos indexados à inflação e prefixados, explore os fundos multimercados e, além de ações e fundos imobiliários, tenha investimentos em dólar, uma vez que a moeda americana tende a se valorizar frente ao real em cenários desfavoráveis para a economia, compensando possíveis desvalorizações com a queda da Bolsa. O mais importante é definir quanto alocar em cada classe de ativos e ir balanceando as alocações de acordo com os cenários previstos.

3 - Manter uma reserva de emergência

É uma dica válida tanto para quem está começando a investir quanto para o investidor experiente. Para este objetivo é importante alocar pelo menos seis vezes o valor dos gastos mensais em ativos de baixíssimo risco e com possibilidade de resgate rápido, por exemplo fundos DI RF Simples com taxa zero, que investem apenas em Tesouro Selic. Mesmo que não tenha uma alta rentabilidade, é importante ter este caixa para cobrir despesas de curto prazo e aproveitar oportunidades de investimentos que apareçam no meio do caminho. Este colchão de liquidez permitirá ao investidor tomar riscos com outra parte dos recursos, visando mais o longo prazo.

4 - Avaliar a relação risco x retorno

A carteira de investimentos deve estar adequada ao perfil da pessoa. Se ela é mais conservadora no trato com o dinheiro e possui objetivos a curto prazo, a alocação em renda variável deve ser menor. Mas se for mais arrojada e está disposta a correr riscos, ampliar a participação nos ativos de risco é necessária para buscar maiores retornos. A meta, portanto, é buscar a melhor relação de risco e retorno de acordo com o perfil e objetivos.

5 - Contar com a tecnologia

Por fim, é essencial que o investidor tenha uma visão clara e transparente de toda carteira de investimentos. Quando as aplicações estão custodiadas em diferentes contas e instituições, a pessoa não sabe ao certo qual percentual do patrimônio está alocado em cada ativo e classe de ativo, o que atrapalha na tomada de decisão em rebalanceamentos da carteira. Nesse ponto, a tecnologia é fundamental. Com um aplicativo que consolida toda carteira de forma automática em um único lugar, é possível otimizar o tempo e fazer a gestão da carteira de forma mais eficiente. Aqueles que sabem o que possuem, se saem melhor do que os que não sabem!

* Walter Poladian, CFP®, é planejador financeiro e sócio-fundador do Fliper, plataforma de consolidação de investimentos de bancos e corretoras - fliper@nbpress.com

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