22/06/2020 às 10h18min - Atualizada em 22/06/2020 às 10h33min

Petróleo e Gás perdem espaço nos escritórios do Rio de Janeiro

De acordo com a plataforma de pesquisa SiiLA Brasil (Sistema de Informação Imobiliária da América Latina) do total de escritórios de alto padrão disponíveis na cidade, empresas de Petróleo e Gás são responsáveis por locar 28,80%, isso no primeiro trimestre de 2020.

DINO
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Análise das empresas que mais ocupam área de escritórios no Rio de Janeiro


Empresas com atuação no setor de Petróleo e Gás são as que mais demandam espaços de escritórios na cidade do Rio de Janeiro. Considerando apenas os empreendimentos de alto padrão (A+ e A), esta predominância fica ainda mais evidente. De acordo com a plataforma de pesquisa SiiLA Brasil (Sistema de Informação Imobiliária da América Latina) do total de lajes de alto padrão disponíveis na cidade, o setor é responsável por locar 28,80%, isso no primeiro trimestre de 2020.

Antes da pandemia se confirmar, estimativas da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) previam que, em 2020, o Rio de Janeiro aumentaria em 11% a arrecadação do Estado com os royalties do Petróleo em relação a 2019. Em valores, o montante poderia chegar em R$ 14,4 bilhões - R$ 1,4 bi maior que no último ano. Agora, as primeiras projeções de analistas indicam queda na arrecadação.

"Embora o mercado de escritórios do Rio de Janeiro ainda hoje seja, predominantemente, ocupado por empresas com atuação em Petróleo e Gás, ao longo dos últimos anos, outros setores começaram a se fortalecer na cidade. Conforme o gráfico, no início de 2016, os departamentos administrativos das companhias de óleo e gás correspondiam por 41,9% da área de lajes corporativas locadas, hoje já está em 28,80%. Uma queda significativa", comenta o CEO da SiiLA Brasil, Giancarlo Nicastro.

Enquanto empresas do Petróleo e Gás vão enxugando área de escritórios na cidade do Rio de Janeiro, novos inquilinos de diferentes setores estão ocupando os prédios da cidade.

"Outros setores da economia, como o Financeiro, Seguros e Telecomunicações, ao contrário de Óleo e Gás, aumentaram suas participações nos percentuais de ocupação. Com isso a taxa de vacância do Rio foi diminuindo", completa Nicastro.

Na região do Porto, que desde 2014 recebeu 7 novos empreendimentos de alto padrão, o que se vê são empresas dos mais variados setores de ocupação. E pouco Petróleo e Gás.

Entre as principais empresas que ocupam área na região do Porto vale citar o Bradesco, Icatu, Enel Brasil, Amil, L´Oreal. "Neste início de ano, por exemplo, a Caixa Econômica Federal locou 3 andares do empreendimento Aqwa, o Studio Coworking também ampliou sua área no mesmo empreendimento.



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