10/09/2020 às 17h41min - Atualizada em 11/09/2020 às 00h03min

Especialista em educação financeira comenta sobre a retomada da economia

O educador financeiro Uesley Lima acredita que a retomada está diretamente ligada às medidas de políticas monetárias adotadas pelo governo

DINO

Após o abalo gerado pela Covid-19, a economia brasileira começou a dar sinais de recuperação após 6 meses de quedas e incertezas. A retomada das atividades nas grandes cidades do país é um dos principais motivos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços aumentou 1,3 ponto percentual para 81,8%, expandindo-se pelo segundo mês consecutivo e se aproximando do nível pré-pandemia.

A crise provocada pela pandemia do coronavírus afetou os mais diversos setores da economia, surpreendendo pequenos, médios e grandes empresários. As consequências negativas para esse setor foram desde demissão de funcionários ao fechamento de unidades e ao controle de despesas.

Com o intuito de minimizar as consequências negativas da crise, o Governo Federal em conjunto com o Banco Central adotou medidas de políticas monetárias, como o auxílio emergencial, que movimentou expressivamente a economia.

O trader e especialista em educação financeira, Uesley Lima, comenta que o pior momento já passou. "A economia está voltando em ‘V’ - ou seja, com uma queda profunda seguida de uma recuperação veloz -, mesmo que não seja com tanta intensidade", comenta Lima.

O auxílio emergencial foi de extrema importância para entender esse momento. Segundo dados do Ministério da Cidadania, o Governo Federal já creditou R$ 87,8 bilhões para os beneficiários do auxílio emergencial, o que somam 64,1 milhões de pessoas beneficiadas que contribuíram de alguma forma com a economia.

Além disso, houve um aumento no consumo de bens materiais durante o isolamento social, ato que também estimula a economia. De acordo com a pesquisa "Panorama Covid-19", realizada pela rede Globo, o brasileiro passou a fazer mais compras on-line durante o isolamento. Dos entrevistados, 90% usaram o e-commerce. Desses, 37% afirmaram que estão comprando on-line mais do que antes da pandemia.

Para o especialista, a crise teve efeitos reduzidos em decorrência das providências adotadas pelo governo. "Poderia ter sido pior se o governo não tivesse adotado essas ações para ajudar a população, mas ainda assim não foi suficiente. O Brasil já estava em uma crise, e o coronavírus nos prejudicou ainda mais", finaliza Uesley.

O trader ainda comenta sobre as lições que essa crise deixou para os brasileiros. "Infelizmente, grande parte da população sofreu com as consequências dessa crise, mas acredito que agora as pessoas conseguem compreender a importância de terem um dinheiro reserva."

"A próxima etapa é manter a economia em constante crescimento sem que haja um descontrole fiscal, o que conceberia uma queda ainda maior na poupança brasileira", analisa. Com uma perspectiva mais otimista, o especialista também comenta sobre as pessoas que usaram o auxílio para fazer uma poupança, com o objetivo de adiar o consumo para um futuro próximo.

De maneira ampla, a retomada da economia anima os consumidores e empresários. Consequentemente, as projeções de lucro aumentam ao passo que o mercado se recupera.

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Sobre Uesley Lima
Educador financeiro e trader da Bolsa de Valores, há mais de 16 anos. Uesley dedica seu tempo ao desenvolvimento de conteúdos para instruir tanto iniciantes como experientes a como conduzir-se no mundo dos investimentos e finanças, tendo prestado auxílio a mais de seis mil pessoas em seus cursos, palestras e workshops em todo território nacional.
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*Especialista disponível para entrevistas e contribuições
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