03/06/2019 às 09h49min - Atualizada em 03/06/2019 às 09h51min

PIB retrai 0,2% e retração se avizinha: como a autogestão pode ajudar?

Empresário sugere que engajamento de todos os colaboradores na estratégia e execução do negócio é vital para alavancar crescimento das organizações em um mercado desafiador

DINO


O fraco desempenho do PIB, que nos três primeiros meses de 2019 recuou 0,2%, segundo números do Banco Central e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dá indícios de que, neste ano, o índice possa não superar um crescimento de 1%.

Se isso se confirmar, a economia brasileira finalizará 2019 com um desempenho ainda mais baixo do que aquele identificado nos anos de 2017 e 2018, quando a elevação do PIB ficou em tímidos 1,1%.

Com isso, instala-se um cenário de temor, segundo alguns analistas - matéria do El País, por exemplo, cita que, se o PIB brasileiro retrair novamente no segundo trimestre, estará configurada uma recessão técnica. O jornal também indica que, a julgar pelo patamar atual, a chance de o Brasil entrar em recessão é de indesejáveis 60% a 70%.

Alguns setores dão indícios de tal perspectiva. A produtividade da indústria, por exemplo, não cresceu de janeiro a março, com movimento de não mais do que 0,1% em relação ao 4º trimestre de 2018, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda de acordo com a entidade, a retração do PIB, aliada à timidez na expansão industrial, deverá incidir na redução de mercado e da economia.

Cenário que pede atenção redobrada das empresas, na busca pela competitividade e produtividade. Dentre os temas trazidos à tona por empresários de diversos setores, a estratégia de gestão está entre os principais fatores designados a melhorar as chances em um mercado difícil.

Um exemplo, o diretor de Marketing do SEPRORGS e diretor de Negócios da Qualitor, Donald Reis, que aborda a autogestão como um método de impacto potencialmente positivo por promover o engajamento de todas as partes da empresa na busca pelo resultado.

Reis, que aborda como as disrupções tecnológicas da última década transformaram a
relação das pessoas com seu trabalho, afirma que, citando a definição oficial do modelo, a autogestão faz com que as organizações passem a operar em um regime de democracia direta, tirando de cena a figura do patrão e colocando todos os empregados como participantes das decisões administrativas, em igualdade de condições.

O executivo destaca que esta mudança de paradigma já é vista nos tempos atuais, em que profissionais se tornaram agentes autônomos, trabalhando para diversas empresas no modelo de entregas e tarefas, rompendo com o tradicional arquétipo de emprego do século XX, através
de inúmeras inovações.

"Na era do online, fica mais fácil desenvolver algumas habilidades, devido à disponibilidade de
ferramentas tecnológicas que nos ajudam a organizar a vida pessoal e profissional. Elas nos
permitem, por exemplo, participar de reuniões remotas , gerir e compartilhar projetos ou
decisões", declarou o diretor em recente palestra ministrada durante a 6ª Feira de Empregabilidade da Fadergs. "Muitas plataformas tecnológicas que foram desenvolvidas para gerar trabalho proporcionam também facilidades na autogestão, como, por exemplo, Uber, iFood , Airbnb, entre outras", destaca Reis.

Para o vice-presidente do SEPRORGS, levar temas como este a jovens estudantes, dialogar com o setor acadêmico, é fundamental para incentivar como futuros profissionais devem se preparar para ajudar empresas e mercado a crescer.

"Mais do que nunca, vivemos em um mercado de trabalho em constante transformação e de
alta competitividade. Os jovens profissionais ou empreendedores precisam estar à frente da
curva para se destacarem, e estar sintonizado com as novas realidades e modelos de trabalho
é vital para aproveitar as oportunidades", finaliza.

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