18/12/2020 às 15h14min - Atualizada em 19/12/2020 às 00h20min

Antialérgicos pediátricos: nem todos funcionam da mesma forma e com a rotina da criança pode ser impactada

Alergias atingem 20% das crianças e dos adolescentes² brasileiros, e a sonolência causada pelos anti-histamínicos mais antigos pode interferir na rotina infantil e impedir um sono reparador¹

DINO
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Mães, pais e cuidadores estão sempre buscando o que há de melhor para os filhos, as melhores opções e recomendações. Entre os assuntos de interesse da saúde infantil está a alergia, que atinge 20% das crianças e dos adolescentes² brasileiros. O que muitos não sabem é que a sonolência causada pelos anti-histamínicos mais antigos pode interferir na rotina infantil e impedindo um sono reparador¹. Essa sensação de cansaço que geralmente se estende até o dia seguinte, impacta no nível de atenção e disposição da criança em suas diferentes atividades, seja para brincar ou até mesmo no aprendizado.

Esse sintoma aparece em antialérgicos mais antigos, com uma formulação que causa um tipo de sedação e um sono não restaurador. "A verdade é que esse sono artificial é como uma noite mal dormida. Por isso impacta o dia seguinte da criança, podendo prejudicar o seu nível de concentração e o rendimento escolar", destaca Dra. Kelly Oliveira, pediatra formada pela Universidade de São Paulo (USP) e criadora e autora do blog Pediatria Descomplicada. "O ideal é optar pelos antialérgicos de formulação mais moderna que não causam este sono ruim", finaliza a pediatra.

Referências:
1- Church MK, Maurer M, Simons FE, et al. Risk of first-generation H(1)-antihistamines: a GA(2)LEN position paper. Allergy. 2010;65(4):459-466. doi:10.1111/j.1398-9995.2009.02325.x.
2- Bula do produto. Estudos não demonstraram associação do uso do produto com alteração no padrão do sono
3- Mansfield, LE. Fexofenadine in pediatrics: oral tablets and suspension formulations. Expert Opin. Pharmacother. 2008; 9(2):329-337.
4- Graft DF et al. Safety of fexofenadine in children treated for seasonal allergic rhinitis. Ann Allergy Asthma Immunol 2001; 87 : 22 -6.
5- Blaiss MS; Allergic Rhinitis in Schoolchildren Consensus Group. Allergic rhinitis and impairment issues in schoolchildren: a consensus report. Curr Med Res Opin. 2004;20(12):1937-1952. doi:10.1185/030079904x13266 .
6- Tanner LA, et al. Effect of fexofenadine HCL on quality of life and work, classroom, and daily activity impairment in patients with seasonal allergic rhinitis. Am J Managed Care 1999;5(Suppl.):S235-47.
7- Baharudin A et al. Using patient profiles to guide the choice of antihistamines in the primary care setting in Malaysia: expert consensus and recommendations. Ther Clin Risk Manag. 2019;15:1267-75.
8- Hindmarch I et al. A double-blind, placebo-controlled investigation of the effects of fexofenadine, loratadine and promethazine on cognitive and psychomotor function. Br J Clin Pharmacol. 1999;48:200-206
9- ASBAI-Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Você Sabia Que Alergia Tem Tudo A Ver Com A Qualidade Do Sono? Disponível em http://asbai.org.br/voce-sabia-que-alergia-tem-tudo-a-ver-com-a-qualidade-do-sono-2/ Acesso em 30/09/20.



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