Imagina um país que, nas décadas de 1960 e 70, tinha PIB per capita triplicando em termos reais, com crescimento anual entre os maiores do planeta — puxado por receitas de óleo que financiavam siderúrgicas, petroquímicas e autopistas modernas. Indústrias pesadas com tecnologia importada da Alemanha e EUA, burguesia industrial emergente, reforma agrária e crédito rural rodando a todo vapor com crescimento alto, concentrado nas elites urbanas que puxavam o país para o futuro.
Educação estatal moderna substituindo escolas religiosas tradicionais. Alfabetização explodindo, universidades técnicas como as melhores da região Médio Oriente sendo fundadas. Mulheres entrando em massa nas salas de aula, primeiro no primário, depois no secundário e, na década de 70, competindo de igual para igual com homens nas faculdades de engenharia e medicina — sem véu obrigatório, sem segregação forçada. De 6% das universitárias em 1940 para presença massiva em campi urbanos.
Tecnologia de ponta na aviação — Junkers alemã nos anos 30 já treinava pilotos locais —, rodovias, portos expandidos, barragens hidrelétricas. Programa nuclear pacífico iniciado com apoio americano em 1967: reator de pesquisa em Teerã, planos para 20 usinas, construção de Bushehr com engenheiros alemães. Universidades técnicas formando a espinha dorsal de uma elite científica que olhava para o futuro.
Nas capitais e grandes cidades, mulheres de minissaia nas ruas, álcool servido em hotéis e restaurantes, cinemas com Hollywood em cartaz, clubes pulsando com rock ocidental misturado a pop local — Googoosh e Hayedeh lotando plateias. Vida noturna intensa, cassinos em ilhas do Golfo projetadas para serem “Montecarlo persa”, esqui nas montanhas nevadas. Festa faraônica no deserto para celebrar 2.500 anos de história imperial, com chefes de Estado do mundo todo e caviar à vontade. Turistas ocidentais — europeus, americanos, até israelenses.
Direito de voto feminino em 1963 (Suíça foi anos 70), leis familiares restringindo poligamia e ampliando guarda de filhos para mães. Roupas livres, música sem censura moral, consumo cosmopolita para quem estava na cidade grande.
E esse país… Que país é esse?
Esse era o Irã antes dos ditadores canhotos e seus aliados islâmicos tomarem o poder em 1979.
Adendo:
Desde 1979, o regime teocrático do Irã é o maior executor de mulheres do mundo em termos absolutos e proporcionais, com execuções usadas como ferramenta de controle social e terror contra dissidentes, minorias e “crimes morais”.
A prática das virgens: Confirmada por ex-funcionários (Ex-chefe da prisão Evin: Hussein Mortazavi), prisioneiros e fatwas: mulheres virgens condenadas à morte eram estupradas pelos guardas na véspera da execução para “tirar a virgindade” e impedir que entrassem no Paraíso como mártires (crença xiita de que virgens vão direto ao céu).
Execuções de Homossexuais: genocídio contínuo. Segundo IHR, Boroumand e WikiLeaks algumas milhares de mortes da comunidade foram executadas pelo Estado. Exemplo de Lei: Homens: punível com morte por enforcamento, apedrejamento ou precipício. Mulheres: 100 chibatadas primeiro, morte na reincidência.
Tem algo interessante acontecendo por aí?
Compartilhe com a gente!
