30/08/2019 às 14h25min - Atualizada em 30/08/2019 às 14h25min

Eita, Argentina!

O ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, anunciou nesta quarta-feira (28/08) que o governo de Mauricio Macri pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) prazos maiores (moratória) para pagar a dívida bilionária do país com o organismo.
Segundo Lacunza, a Argentina pedirá a renegociação dos prazos previstos para pagar a dívida de um acordo assinado no ano passado, mas sem a reduzir do valor do que deve ser pago ao fundo. O governo argentino tenta assim deixar claro que não se trata de um calote ou tentativa de redução da dívida.
"Nosso objetivo é a estabilidade cambial e econômica da Argentina, dando as ferramentas necessárias para o próximo governo", disse Lacunza ao falar sobre a iniciativa, ressaltando que o próximo governo pode ser de Macri, que busca a reeleição, ou da atual oposição.
Em Washington, segundo a imprensa argentina, o FMI informou que "continuará ao lado da Argentina" e que o país "tomou um passo importante para preservar a liquidez e as reservas (do Banco Central argentino)", mas que "analisará" o impacto da proposta de Buenos Aires.
O ministro justificou as iniciativas, dizendo que elas foram tomadas após a volatilidade registrada nos últimos dois dias no mercado financeiro argentino, com nova alta do dólar. Os argentinos costumam poupar na moeda americana, e variações no dólar têm grande impacto sobre a inflação no país. Nesta quarta-feira, o dólar fechou na casa dos 60 pesos.
Embora a eleição por lá seja só no dia 27 de outubro, a disputa já provoca efeitos sobre o dólar, os juros e a bolsa de valores do país. Nas eleições primárias, que funcionam como uma espécie de pesquisa eleitoral do primeiro turno, o atual presidente argentino, Mauricio Macri, apareceu 15 pontos percentuais atrás do candidato de esquerda Alberto Férnandez, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como vice na chapa. O mercado reagiu mal e os principais indicadores econômicos do país se deterioraram de imediato.
No setor de turismo, muito importante para nossa região, a tensão política na Argentina provoca alguns resultados positivos e outros negativos. Por um lado, a queda do valor do peso pode fazer com que viajar para Buenos Aires, Bariloche e outros destinos turísticos fique mais barato para os brasileiros. Por outro lado, o Brasil pode perder significante parcela dos turistas argentinos que, por dificuldades financeiras, podem não conseguir arcar com os custos de passar férias e feriados em nosso país.
Vale destacar que a Argentina é, de longe, o país que mais envia turistas para o Brasil. No ano passado, 2,5 milhões de argentinos visitaram cidades brasileiras. Os turistas americanos, que aparecem como a segunda nacionalidade com maior presença, foram 538 mil, segundo dados do Ministério do Turismo. Pois é, está tenso amigo(a)! Será que o Paraguai ajuda este ano? Um abraço e até a próxima!

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