06/12/2019 às 11h38min - Atualizada em 06/12/2019 às 11h38min

​Caminhando...

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 0,6% no 3º trimestre de 2019 na comparação com o primeiro trimestre de 2019. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 1,842 trilhão. Na comparação com igual período de 2018, o PIB subiu 1,19%.

O PIB (Produto Interno Bruto) representa o desempenho econômico de um país, durante o período de um ano. É a soma anual de todas as atividades produtivas (bens e serviços) realizadas dentro do país, independente da nacionalidade das empresas e das remessas de lucros feitas por elas ao exterior. 

Não são contabilizadas as rendas obtidas em atividades externas por empresas que atuam fora das fronteiras nacionais, nem as rendas e salários de pessoas que trabalham no exterior. A expectativa, de acordo com mediana das projeções de economistas consultados pela Bloomberg, era de um crescimento de 0,4% na comparação trimestral e de alta de 1% na comparação anual. O instituto ainda revisou o PIB de 2018 para cima, de 1,1% para 1,3%. O IBGE ainda revisou o resultado do PIB do 2º trimestre, para uma alta 0,5%, ante leitura de avanço de 0,4% feita anteriormente. Já o resultado do 1º trimestre foi revisado para uma estabilidade, em vez de queda de 0,1%.

Taxa positiva do PIB é indicador de que a economia está em crescimento, embora nem sempre o suficiente para gerar emprego e elevar a renda média da população. Taxa próxima de zero, como ocorreu no Brasil em 2003 (0,5%), revela uma situação de estagnação econômica. Abaixo de zero é um indicador de recessão.

Alguns pontos onde o Brasil poderia atacar para elevar o ritmo de crescimento de sua economia poderiam ser, dentre outros, o custo de energia para a indústria, que no Brasil é 50% mais alto do que a média mundial. No alumínio, a energia representa metade do custo de fabricação. No vidro, 40%. A tarifa mais alta é fruto dos impostos sobre a conta de luz. De cada 100 reais gastos, 45 seguem para o governo na forma de 28 tributos e encargos.

Além disto, o Brasil é um mamute burocrático com apetite voraz. Apenas na área tributária, existem 63 impostos que incidem direta e indiretamente sobre os contribuintes e mais de 3 500 normas em constante mutação. Como decorrência, as empresas precisam enviar a mesma informação para diferentes órgãos públicos. A consequência é o número enorme de pessoas nos departamentos contábeis, fiscais e jurídicos das empresas.

E, por fim, de cada 100 milhões de reais em investimentos na compra de máquinas e equipamentos por parte das indústrias, por exemplo, cerca de 22 milhões seguem para o pagamento de tributos. Parte dos impostos cobrados (PIS, Cofins e ICMS) é devolvida para a empresa em quatro anos, e olhe lá. Ao invés de incentivar os investimentos, o Estado os tributa! Assim fica difícil, né? Até a próxima!
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