30/03/2022 às 19h26min - Atualizada em 31/03/2022 às 00h10min

Com Selic mais alta, é possível economizar no financiamento imobiliário?

Saiba quais são as influências da taxa básica de juros no financiamento e veja dicas de como economizar na hora de assinar ou renegociar financiamento do seu imóvel

SALA DA NOTÍCIA Imprensa
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O Copom (Comitê de Política Monetária) subiu mais um ponto da Selic para 11,75% na última reunião. Desde fevereiro a taxa básica de juros voltou a circular na casa dos dois dígitos, pela primeira vez desde 2017. Após dois anos de recordes positivos, o mercado imobiliário deve ser um dos mais impactados por essa alta. Mesmo assim, a previsão é de cenário aquecido. 

Para entender os próximos passos deste setor, Bruno Gama, CEO da CrediHome, plataforma de crédito imobiliário, explica quais são as mudanças previstas para os próximos meses e indica caminhos para quem pretende financiar ou renegociar o seu crédito pela casa própria.

É viável entrar em um financiamento neste momento? 

Nos anos de 2020 e 2 021,o mercado imobiliário atingiu marcas expressivas com aumento nas contratações de financiamentos e crescimento nos lançamentos por parte das construtoras. O motivo principal para essa alta havia sido a queda na taxa básica de juros, a Selic, que atingiu sua mínima histórica em 2%, entre os meses de setembro e março desses anos. 

Influenciando diretamente nas taxas de contratação de crédito, a Selic dita os rumos de diversos setores econômicos do país. Por conta do seu graduado avanço no começo deste ano como estratégia para conter a inflação, a expectativa é de que o setor imobiliário sofra uma leve desaceleração esperada para o período.

Por outro lado, essa lógica não inviabiliza os planos de quem pretende investir em um imóvel. Aliás, muito pelo contrário. Segundo Bruno Gama, a conjuntura econômica faz com que o momento atual seja o mais propício, pelo menos a curto prazo, para este tipo de investimento. “Mesmo com uma taxa acima dos 10%, essa opção de crédito ainda é a mais barata para o cliente no Brasil. Recomendamos, para quem ainda não comprou, que agilize o processo o quanto antes, já que as taxas ainda podem subir mais. A expectativa é de que a Selic comece a cair apenas no começo de 2023. Os bancos costumam segurar a taxa de juros para quem já entrou no processo de financiamento, portanto quem está à procura precisa ficar atento aos aumentos nos próximos meses”, explica o especialista. 

Por outro lado, o CEO da CrediHome ressalta a importância de se analisar e planejar muito bem na hora de buscar a contratação de crédito. “É necessário lembrar que após a compra do imóvel, outras taxas serão adicionadas a essa conta. Tarifas como os seguros obrigatórios inclusos no CET (Custo Efetivo Total), o condomínio, IPTU e outros impostos passam a fazer parte do dia a dia desse proprietário e necessitam ser incluídas no planejamento desde o  início do processo”, destaca.

Como economizar no financiamento?

Se a taxa básica deve trazer aumentos inevitáveis na hora de contratar o financiamento, o comprador se vê na necessidade de buscar outras formas de economizar na hora de comprar o imóvel.

Segundo o CEO da CrediHome, existem diversas variáveis e condições analisadas pelos bancos na hora de oferecer esse serviço. Estar atento para quais são esses fatores de preocupação das instituições financeiras e as melhores condições de oportunidades são aspectos fundamentais na hora de fechar o melhor negócio.“Ter um bom rating de crédito, ou seja, não apresentar nenhuma pendência ou risco identificado pelo banco ajuda a conseguir melhores condições de financiamento. É preciso se preocupar ainda quais serão as condições desse negócio. Atualmente, indicamos sempre buscar financiamento atrelado à poupança, já que essa possui um teto pré-estipulado, o que facilita na hora do planejamento”, indica.

Além disso, Bruno Gama ressalta ainda a importância de se contar com uma boa assessoria no momento de escolher qual a melhor opção de negócio. “O processo de financiamento é muito burocrático e por isso ele precisa de toda ajuda que se possa oferecer. Atualmente se faz necessária a busca por empresas parceiras que disponibilizam a transparência para o cliente, informando todos os custos envolvidos em um financiamento imobiliário e que os disponha das melhores opções do mercado”, salienta.

Para quem já adquiriu o financiamento, o que fazer?

Outro impacto perceptível no mercado imobiliário a partir da alta da taxa Selic será sentido por quem já está financiando a compra de um imóvel. Segundo o especialista, o contexto exige atenção, porém não pode significar o desespero por alternativas que, por muitas vezes, são pouco eficazes.

“Esse é um momento em que muitas pessoas passam a buscar a portabilidade, por exemplo. Porém é importante ressaltar que como o contexto atual mostra taxas de juros subindo cada vez mais, essa estratégia acaba sendo pouco produtiva e bastante desaconselháveis nesse momento”, avalia.

Outra alternativa bastante visada nesse momento pelos consumidores é a de buscar antecipar a quitação de parcelas visando fugir desse crescimento da taxa Selic. Porém, Bruno Gama novamente ressalta que essa é uma prática de pouca eficiência e indica outros caminhos mais produtivos aos compradores.

“A gente não recomenda a amortização do financiamento já que esse acordo, independente da taxa de juros acertada, é o empréstimo mais barato possível para pessoas físicas no Brasil e não há uma opção melhor atualmente. Então, é recomendável utilizar os recursos para quitar outras dívidas antes e deixar a amortização do financiamento imobiliário por último”, conclui. 


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