14/10/2019 às 01h39min - Atualizada em 14/10/2019 às 01h39min

​Logística

Logística hoje pode ser definida como uma arte, uma ciência, dedicada a fazer o que for preciso para entregar os produtos certos, no local adequado, no tempo certo. A origem da palavra logística vem do grego e significa habilidades de cálculo e de raciocínio lógico. Portanto, fazendo as contas certas e agindo de maneira lógica e inteligente, a logística entrega os produtos de maneira eficiente, envolvendo muito mais que o transporte.

Pela definição, a Logística faz o gerenciamento do fluxo de produtos, desde os pontos de fornecimento até os pontos de consumo, visando satisfazer a demanda dos clientes ao menor custo possível. Assim, a logística existe pois vemos uma separação espacial e temporal entre produção e consumo. Se pudéssemos produzir tudo o que quiséssemos no momento e local exato do consumo, não haveria necessidade de transportar e estocar estes produtos. 

Quando uma empresa fecha um contrato, inicia-se uma corrida interna para produzí-las no menor tempo possível, com baixo custo e alta qualidade. Mas, quando estas mercadorias atravessam os portões, as organizações sabem que parte dos esforços internos para torná-las competitivas será neutralizada pelo desafio de entregá-las no destino e no tempo certo. Longas esperas no caminho, custos elevados de transporte e até o risco à integridade dos produtos, pelas más condições das vias, fazem parte da rotina.

O secretário de Estado da Infraestrutura (SC), Carlos Hassler, disse que o governo deve investir em obras estruturantes para o fortalecimento logístico a partir de 2020. Segundo ele, o Executivo pretende primeiro colocar as contas em dia antes de fazer novos anúncios. Por enquanto, a falta de dinheiro tem travado os investimentos.

A crise fiscal é o principal problema. Em 2019, o Estado deve gastar R$ 4 bilhões em déficit previdenciário e mais R$ 2,4 bilhões no pagamento de dívidas. O déficit público previsto é de mais de R$ 2 bilhões. Além da falta de recurso em caixa, o governo está impossibilitado de contrair financiamentos devido ao status negativo junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que avalia a capacidade de pagamento do Estado.

Já pelo Governo Federal, as obras em rodovias federais, modal mais utilizado no Brasil, que cortam Santa Catarina receberam, até julho, investimento de 33,8% do montante previsto pelo Orçamento Geral da União para 2019, segundo dados apurados pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). O percentual representa a execução de R$ 223 milhões em obras de quatro rodovias, quando a previsão de investimento era de R$ 661 milhões. Segundo a Fiesc, o ideal seria o repasse de R$ 1,08 bilhão. 

Desta forma, vemos o impacto de mais de uma década de desinteligência por parte dos governos anteriores, gerando um ônus que retardou e ainda retardará nossa competitividade econômica frente a outros países pelo fato de não conseguirmos desenvolver uma capacidade logística que atenda nossa capacidade produtiva e de demanda. É complicado só o setor Privado investir e o Público não acompanhar! Até a próxima!

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