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14/02/2023 às 13h20min - Atualizada em 15/02/2023 às 00h03min

Pontos de recarga ou novos veículos? Ações conjuntas vão democratizar a eletrificação no Brasil

Por Thiago Hipolito*

SALA DA NOTÍCIA Indira Lopes
Divulgação
 

As vendas de veículos eletrificados (híbridos e elétricos) de janeiro a novembro de 2022 ultrapassou as 49 mil unidades emplacadas, volume mais de 25% superior ao montante comercializado em todo o ano de 2021, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Esse crescimento segue uma tendência global e já havia sido prevista por diversas pesquisas. Conforme um estudo recente da McKinsey, em 2040 a frota brasileira de veículos deve ser composta por cerca de 11 milhões de veículos eletrificados, que representarão 20% de todo o mercado. As estações de recargas não devem ficar para trás e já em 2025 devem alcançar a marca de 12 mil unidades.

Mesmo diante de números positivos, muito se discute sobre a viabilidade da eletrificação de frota no País. Afinal, o que deve vir primeiro? A infraestrutura ou os produtos? Como ter carro rodando sem os pontos de recarga? E como investir nas estações se não temos a demanda? Apesar dos pontos, aparentemente conflitantes, algumas iniciativas já têm se mostrado eficientes para resolver tal equação.

Este é o caso da Aliança pela Mobilidade Sustentável, liderada pela 99, empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana e conveniência, e que conta com outras 12 companhias entre montadoras, empresas de energia, locadoras de veículos e instituições financeiras. A união de forças tem um objetivo em comum: buscar de forma conjunta soluções para democratizar o acesso ao carro eletrificado no Brasil pensando em cidades mais sustentáveis e inteligentes.

Em dezembro de 2022, por exemplo, foi anunciada  a inauguração do primeiro posto 100% elétrico do país, fruto de uma parceria da Vibra com a EZVolt, startup que também integra a Aliança pela Mobilidade Sustentável. Além disso, mais de 50 carros elétricos já foram colocados nas ruas em teste com os motoristas da 99 ainda nos primeiros meses de atividade da parceria, e outros 300 veículos devem chegar nos próximos meses. Ou seja, ao mesmo tempo que promove a infraestrutura para a eletrificação, a Aliança coloca tais veículos nas ruas, mostrando que o trabalho em conjunto das diferentes pontas do ecossistema do transporte urbano pode fazer com que as duas demandas sejam atendidas simultaneamente.

É apenas o começo e muito ainda está por vir. A Aliança tem como meta fomentar a expansão das estações de carregamento com a criação de 10 mil pontos públicos de recarga até 2025 e chegar a 10 mil veículos eletrificados rodando pela 99 nos próximos três anos. Atualmente a empresa conta com mais de 450 carros do gênero na plataforma. Tudo isso, utilizando a cidade de São Paulo como pólo pioneiro.

A escalada elétrica pode parecer, para muitos, ainda estar distante da população, pois exige uma grande mudança cultural na forma como a sociedade como um todo enxerga a mobilidade. Mas, essa transformação já é uma realidade e deve alcançar níveis exponenciais nos próximos anos. 

No entanto,  é preciso ter em mente que a eletrificação no Brasil deve se dar, primeiramente, pelos veículos de transporte por aplicativo e não pelo usuário comum. O que é corroborado pelo estudo da McKinsey, divulgado em outubro de 2022, que destaca que em 2040, 85% da frota de veículos por aplicativo deve ser eletrificada, número quatro vezes superior ao estimado para os carros de uso pessoal (21%). 

Isso vai acontecer principalmente por conta da alta rodagem dos carros por aplicativo, que justifica o custo do investimento e a utilização do veículo majoritariamente nos centros urbanos. A economia de um motorista de aplicativo com o uso de um veículo elétrico, por exemplo, pode  chegar a 80% na comparação com um carro a combustão, quando pensamos em gastos com combustível fóssil e manutenção. 

Outro ponto importante se refere à escalabilidade do transporte por aplicativo. A 99, conta com cerca de 750 mil motoristas parceiros ativos. Ou seja, temos muito mais condições de negociar financiamentos, melhores custos de produção, entre outras ações, devido a grande capacidade de conectar os parceiros com outras empresas interessadas.

A verdade é que toda grande mudança tecnológica exige também uma mudança cultural. Há cerca de 10 anos, pedir um carro por aplicativo era algo ainda incipiente no Brasil, enquanto hoje, cerca de 20 milhões de usuários utilizam o serviço da 99. O mesmo movimento deve acontecer com os carros elétricos. Estamos prontos e caminhando rumo a uma mobilidade mais sustentável.

*Thiago Hipolito é diretor sênior de inovação em mobilidade da 99 e líder do DriverLAB, um centro de inovações 100% focado nos motoristas parceiros.



 
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