19/02/2019 às 00h07min - Atualizada em 19/02/2019 às 00h07min

​Chegou a hora de comprar imóveis?

Até meados de 2017, era praticamente unanimidade que, na média de preços, morar de aluguel era vantajoso financeiramente na comparação com a compra de um imóvel. Com a queda da taxa Selic, e consequentemente da rentabilidade dos investimentos em renda fixa atrelados, essa realidade começa a mudar, ao menos para quem pretende comprar à vista.

A conta era simples: em 2016, com a Selic a 14,15% ao ano, um investidor conseguiria facilmente uma rentabilidade líquida de 11,7% em 12 meses. Essa rentabilidade geraria uma receita anual capaz de arcar com o aluguel e gerar sobras significativas. Naquela época, quem tivesse R$ 1 milhão no bolso lucraria, líquido, R$ 117 mil ao ano investindo todo o montante em Tesouro Selic. No mesmo período, o imóvel de R$ 1 milhão tinha aluguel médio de R$ 44 mil ao ano.

Já sobre este ano, o professor da FEA-USP e presidente do DataZAP Danilo Igliori, nos coloca que os preços tendem a subir tanto para aluguel como para compra, considerando fatores como a melhora na economia, aumento no nível de emprego e, especificamente para venda, queda nas taxas de juros de financiamento.

Isto significa que, para quem compra à vista, o ativo imobiliário irá obter boa valorização caso haja intenção de venda no médio e no longo prazo, com cenário favorável para compra na planta. E falando-se em pagamento à vista, a verdade é uma só: embora os juros estejam em queda, o cenário em que a compra financiada era vantajosa no Brasil não existe mais e não parece estar perto de retornar, sendo assim, o investidor que possui capital para pagamento à vista pode se beneficiar da situação ante ao cenário anterior.

“Quem tinha trezentos, quinhentos, um milhão de reais, deixava o dinheiro rendendo e financiava o imóvel pagando juros mais baixos que a rentabilidade do ativo”, ressalta Igliori.

Outra notícia favorável a compra neste período é a atual estabilização nos preços dos imóveis. "É a oportunidade de sair na frente. Os preços já não estão mais caindo, estabilizaram-se. Mas ainda é possível pechinchar, porque as construtoras estão terminando de queimar os estoques de imóveis novos. Elas precisam liquidar esses estoques para retomar os lançamentos", acrescenta Tiago Galdino, diretor executivo do site Imovelweb.

Para as construtoras, os especialistas apontam um novo cenário aquecido no Brasil, contudo, mesmo com a economia nacional em rumos de elevação, cada região demandará através de suas particularidades para atrair os investidores. "Acreditamos que o setor está entrando em um novo ciclo de crescimento, que deve durar entre três e cinco anos. Porém, este ciclo não será tão acelerado como foi o anterior. Não veremos mais prédios sendo lançados e inteiramente vendidos em menos de 24 horas", afirma Marco Saravalle, estrategista da XP Investimentos.
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