IA na construção civil: antes de investir em tecnologia, empresas precisam olhar para seus processos, alerta especialista

CEO da AltoQi, Felipe Althoff
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A inteligência artificial avança na construção civil, mas adotar a tecnologia sem antes entender onde ela pode gerar ganhos concretos pode transformar inovação em apenas discurso. Para que a IA efetivamente aumente a produtividade, reduza tarefas manuais e apoie decisões em projetos e obras, o primeiro passo não está necessariamente na tecnologia, mas na análise dos processos que as empresas já possuem.

Essa será uma das discussões conduzidas por Peter Paredes, Business Developer Coordinator da AltoQi, durante a palestra “IA na prática: o que já é realidade em projetos e obras?”, que integra a programação de conteúdo no QiConnect Belo Horizonte, que será realizado na próxima terça-feira, dia 15 de setembro, no AçoLab, na capital mineira, com duas programações gratuitas e limitadas. O evento é promovido pela AltoQi, empresa catarinense de tecnologia e referência nacional em soluções para a construção civil,em parceria com a ArcelorMittal.

Segundo Paredes, a adoção da inteligência artificial não precisa começar com grandes mudanças na operação. Atividades repetitivas, manuais ou que consomem muitas horas das equipes podem ser um primeiro campo para testar aplicações, medir resultados e desenvolver familiaridade com as novas ferramentas.

“A recomendação é não mudar todo o processo simplesmente para introduzir IA. Primeiro, incorpore a tecnologia aos processos existentes, mensure os ganhos e permita que as equipes aprendam a utilizá-la. Depois, com maior maturidade, avalie quais processos podem ser efetivamente transformados. Assim, a IA deixa de ser apenas um discurso de modernização e passa a estar associada a resultados concretos”, afirma.

O encontro já passou por Santa Catarina, São Paulo e Brasília, Fortaleza e agora desembarca em Minas Gerais

IA depende de informação bem estruturada

Na construção civil, porém, há uma condição especialmente importante para que a inteligência artificial consiga entregar resultados: a qualidade das informações disponíveis antes mesmo de a obra chegar ao canteiro. Projetos consistentes, quantitativos confiáveis, modelos bem estruturados, memoriais, especificações e informações técnicas claras formam a base para que novas tecnologias consigam apoiar análises e decisões.

Para Paredes, a pré-obra ganha ainda mais importância nesse cenário. É nessa fase que são tomadas decisões capazes de afetar custos, prazos, produtividade e margens ao longo de todo o empreendimento. “A IA não substitui uma boa estruturação da informação. Pelo contrário: ela potencializa aquilo que já está organizado. Quanto maior a qualidade e a confiabilidade dos dados e projetos disponíveis, maior tende a ser a capacidade da inteligência artificial de apoiar análises, antecipar problemas e melhorar a tomada de decisão”, explica.

Essa mudança também coloca em discussão como medir o retorno da IA. Mais do que avaliar quantas funções podem ser automatizadas, Paredes aponta indicadores como redução de horas destinadas a tarefas manuais, aumento da produtividade por profissional, diminuição de retrabalho e maior previsibilidade da execução.

IA e o desafio da falta de mão de obra

Outro ponto que estará no radar das transformações tecnológicas do setor é a escassez de mão de obra, um dos desafios enfrentados pela construção civil. Para Paredes, a inteligência artificial pode contribuir para enfrentar esse problema quando combinada a outros movimentos, especialmente à industrialização da construção. A lógica é transferir cada vez mais atividades para ambientes controlados e ampliar o uso de componentes e sistemas previamente preparados, reduzindo etapas excessivamente braçais no canteiro e aumentando padronização, produtividade e previsibilidade.

A inteligência artificial pode apoiar esse movimento principalmente nas etapas técnicas e de pré-obra, auxiliando planejamento, projetos, quantitativos, análises e definição de soluções construtivas. “A inteligência artificial não resolve isoladamente a falta de mão de obra. Mas, associada à industrialização, à digitalização e a uma pré-obra mais bem estruturada, pode ajudar a construção civil a depender menos de processos intensivos em trabalho braçal e, ao mesmo tempo, tornar o setor mais tecnológico e atrativo para novos profissionais”, destaca Paredes.

Peter Paredes, Business Developer Coordinator da AltoQi

QiConnect reúne mercado, indústria e tecnologia em Belo Horizonte

A palestra de Peter Paredes integra a programação do QiConnect Belo Horizonte, promovido pela AltoQi, empresa brasileira de tecnologia para a construção civil. O encontro será realizado no AçoLab, na Avenida Carandaí, 1115, 5º andar, bairro Funcionários, e terá duas programações gratuitas no dia 15 de setembro.

Pela manhã, das 9h às 12h, o QiConnect será voltado ao mercado da construção civil e reunirá representantes de empresas de tecnologia, indústria, construtoras e escritórios de engenharia para discutir inteligência artificial, BIM, materiais, produtividade e integração entre projeto e obra.

A abertura será conduzida por Felipe Roque, CRO da AltoQi. Entre os destaques da programação está a palestra “Quem está projetando o futuro da construção?”, com Felipe Althoff, CEO da AltoQi, e Paula Couri, diretora de Marketing e Produto da ArcelorMittal Brasil, que vai abordar a conexão entre tecnologia para projetos e obras e inovação em materiais.

A programação inclui ainda discussões sobre aço e eficiência estrutural, com Luís Filipe Araújo, especialista de projetos da ArcelorMittal, e Márcio da Costa, da AltoQi; e sobre o uso do modelo como fonte de informação para quantitativos confiáveis, com Peter Paredes e Camylla Ayrolla, coordenadora BIM da Direcional Engenharia.

Outro destaque será o painel “A receita do BIM que funciona: como conectar projeto e obra?”, com Maurício Torres, diretor da Conceito Engenharia, e Matheus Ottoni, gerente de projetos executivos da Direcional Engenharia. A programação da manhã será encerrada, às 11h45, com a palestra de Peter sobre a aplicação prática da inteligência artificial em projetos e obras.

Encontro inédito e gratuito chega pela primeira vez a Belo Horizonte

Tecnologia também aplicada às obras públicas

À tarde, das 14h às 17h, o QiConnect Governo direciona o debate aos desafios da gestão e execução de obras públicas, reunindo gestores, engenheiros, arquitetos e equipes técnicas.

A programação começa com Rodrigo Koerich, CPO da AltoQi, abordando como transformar a gestão para entregar obras com mais previsibilidade, controle e segurança. Márcio Costa, Engineering Leader da AltoQi, apresenta a palestra “Da informação dispersa à decisão conectada”, sobre a integração entre projeto, orçamento, planejamento e execução.

Peter Paredes volta à programação no período da tarde com “BIM no setor público: experiências, aprendizados e caminhos de implementação”, abordando adoção da metodologia, infraestrutura, ensino, extensão e colaboração com órgãos públicos.

O encontro será encerrado com o painel “Quando a transformação sai do papel”, moderado por Rodrigo Koerich e com convidados, reunindo experiências e aprendizados de quem está avançando na transformação da gestão de obras públicas.

Com 36 anos de atuação, a AltoQi combina conhecimento de engenharia e tecnologia para digitalizar e conectar diferentes etapas do ciclo da construção. A empresa atende mais de 67 mil clientes em mais de 15 países e conta com mais de 300 colaboradores, grande parte engenheiros.

Serviço

QiConnect Belo Horizonte –  15 de setembro de 2026
Local: AçoLab – Avenida Carandaí, 1115, 5º andar – Funcionários – Belo Horizonte (MG)

QiConnect – Construção Civil – https://lps.altoqi.com.br/qiconnect-belo-horizonte
Horário: 9h às 12h
Inscrições: gratuitas e limitadas

QiConnect Governo – https://lps.altoqi.com.br/qiconnect-belo-horizonte

Horário: 14h às 17h
Público: gestores, engenheiros, arquitetos e profissionais envolvidos com obras públicas
Inscrições: gratuitas e limitadas

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